COMPARTILHAR0SigaSiga Google Discover Marina Silva rebate Eduardo Braga após fala sobre filha | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A ex-ministra do Meio Ambiente e deputada federal Marina Silva (Rede-SP) reagiu às declarações do senador Eduardo Braga (MDB-AM) e afirmou que o parlamentar espalhou “mentiras no Senado” ao relacionar sua filha, a advogada acreana Moara Silva Vaz de Lima, à ação judicial que suspendeu temporariamente licitações para obras no chamado “Trecho do Meio” da BR-319.
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A controvérsia começou durante reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, na terça-feira (28), quando Braga declarou que o escritório contratado pelo Observatório do Clima para ingressar com a ação teria como uma das sócias a filha de Marina.
“Uma coisa está me chamando muito a atenção. É que o escritório de advocacia contratado pelo Observatório do Clima tem como uma das sócias a filha da ex-ministra Marina Silva”, afirmou o senador.
Escritório nega vínculo com ação
A informação, no entanto, foi desmentida por documentos do processo e por manifestações oficiais. A petição inicial que questionou os editais da BR-319 não traz o nome de Moara entre os advogados responsáveis pela ação.
O Observatório do Clima informou que a entidade é representada no caso pelo escritório do advogado Paulo Eduardo Busse Ferreira Filho, que assina o pedido de suspensão das licitações.
Já o escritório Lopes, Ormay Júnior & Silva Advogados, do qual Moara é sócia, classificou a declaração do senador como “absolutamente falsa e sem lastro na realidade”, afirmando não possuir qualquer vínculo contratual com a ONG no processo envolvendo a rodovia.
Marina reage na tribuna
Na quarta-feira (29), Marina Silva utilizou a tribuna da Câmara dos Deputados para rebater Braga e defender a filha.
“Venho a esta tribuna para repor a verdade e combater mentiras. O senador Eduardo Braga, diante da decisão da Justiça Federal que suspendeu licitação do Dnit para obras do trecho da BR-319, em vez de se ater ao cerne da decisão, optou por espalhar mentiras no Senado”, declarou.
A deputada também afirmou que o senador tentou criar “um falso culpado” ao associá-la politicamente ao processo judicial.
Entenda o caso
A discussão ocorreu após decisão da juíza Mara Elisa Andrade, da 7ª Vara Federal Ambiental e Agrária do Amazonas, que concedeu liminar suspendendo quatro pregões para contratação de empresas responsáveis pelo asfaltamento de cerca de 400 quilômetros da BR-319, rodovia que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO).
Horas depois, a presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), desembargadora Maria do Carmo Cardoso, derrubou a liminar e restabeleceu a realização das licitações.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: ContilNet por Matheus Mello, ContilNet
