Reino Unido usa mísseis infláveis para treinar pilotos de caça

A Força Aérea Real do Reino Unido (RAF) começou a usar um novo sistema de treinamento com lançadores de mísseis infláveis para preparar pilotos diante de ameaças modernas de defesa aérea. Chamado de Sting, o projeto foi desenvolvido em parceria com a empresa de defesa Draken e simula sistemas avançados de mísseis superfície-ar utilizados em cenários de combate.

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Segundo a RAF, o objetivo é permitir que pilotos de aeronaves de quarta e quinta geração, incluindo os caças Eurofighter Typhoon FGR4 e Lockheed Martin F-35B Lightning II, treinem contra ameaças mais próximas das condições reais encontradas em operações militares. Uma demonstração do sistema foi realizada recentemente em Saltburn-by-the-Sea, próximo a Teesside, com a presença de comandantes da força aérea britânica.

Sistema inflável do projeto Sting, desenvolvido pela RAF em parceria com a Draken, simula ameaças de defesa aérea para treinamento de pilotos de caça – Imagem: Divulgação / RAF

Sistema de mísseis vai além de estruturas infláveis

Apesar da aparência incomum, o Sting não funciona apenas como um conjunto de réplicas infláveis. O sistema gera sinais eletrônicos realistas de ameaça, capazes de desafiar os sensores embarcados dos caças modernos durante voos de treinamento.

A tecnologia opera integrada ao sistema de controle Phantom Sky, também da Draken. Durante os exercícios, as defesas aéreas simuladas conseguem responder e reagir em tempo real às ações dos pilotos, criando um ambiente dinâmico de combate em vez de um cenário estático.

Segundo a RAF, isso permite que tripulações pratiquem identificação de ameaças, reações táticas e neutralização de sistemas inimigos em um ambiente de voo ao vivo. A força aérea afirma ainda que, mesmo em meio a recursos avançados de guerra eletrônica e sensores multiespectrais, ataques finais frequentemente dependem da identificação visual do alvo pelos pilotos.

Sistema Sting integra simulações eletrônicas e lançadores infláveis para reproduzir cenários realistas de defesa aérea em exercícios da RAF – Imagem: Divulgação / RAF

RAF quer acelerar preparação de pilotos

O desenvolvimento do Sting faz parte de uma estratégia da RAF para acelerar e ampliar o treinamento operacional de suas equipes diante do atual cenário geopolítico. A intenção é formar tripulações capazes de atuar em campos de batalha complexos e multidomínio, e não apenas em confrontos aéreos tradicionais.

“O início dessa capacidade representa um passo significativo na habilidade da RAF de responder a ameaças atuais e futuras, permitindo que nossas equipes da força aérea de combate treinem contra um adversário crível”, afirmou o comodoro do ar Steve Berry, comandante do Air and Space Warfare Centre da RAF.

O CEO da Draken, Nic Anderson, disse que o sistema foi entregue em um curto período para atender às necessidades de treinamento da força aérea britânica. Segundo ele, o Phantom Sky foi projetado para permitir integração rápida de novas tecnologias, combinando realismo com custos considerados acessíveis.

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A nova capacidade integra o contrato IMSORTS da RAF, programa voltado ao treinamento adversário integrado e multidomínio para a força aérea britânica e países aliados.

Ana Luiza Figueiredo

Ana Figueiredo é repórter de tecnologia do Olhar Digital. É formada em jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Olhar Digital por Ana Luiza Figueiredo