Rede clandestina de criptomoedas desviava energia, aponta investigação

COMPARTILHAR0SigaSiga Google Discover Imóveis que serviam de usinas para abastecer um esquema de criptomoedas eram alugados por R$ 1 mil mensais – (crédito: PCDF/Divulgação)

Uma operação policial no Distrito Federal desarticulou um esquema sofisticado de mineração clandestina de criptomoedas que funcionava a partir do furto de energia elétrica em imóveis residenciais de São Sebastião. Casas aparentemente simples, muitas ainda em fase de acabamento, escondiam estruturas equipadas com dezenas de máquinas que operavam ininterruptamente.

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De acordo com as investigações, os imóveis eram alugados por valores baixos e transformados em verdadeiras “usinas” de mineração, com ligação irregular à rede elétrica. O prejuízo estimado à concessionária de energia já se aproxima de R$ 8 milhões.

O caso começou a ser investigado no fim de 2025, após denúncias de furto de energia. A apuração, no entanto, revelou um esquema mais complexo do que o esperado, com atuação organizada, divisão de funções e rotatividade de endereços para dificultar a identificação do grupo.

Em um dos imóveis, localizado em área rural, os policiais encontraram indícios de instalação para cerca de 45 equipamentos de mineração, além de alterações estruturais internas para comportar o funcionamento das máquinas. Em outro endereço, dezenas de equipamentos foram apreendidos, cada um avaliado entre R$ 2 mil e R$ 6 mil.

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Segundo a investigação, os suspeitos evitavam áreas centrais e optavam por regiões mais isoladas devido ao alto nível de ruído gerado pelos equipamentos. A energia desviada em apenas alguns dos locais seria suficiente para abastecer dezenas de milhares de residências.

Além do impacto financeiro, o esquema também afetou a qualidade do fornecimento de energia na região, com registros de quedas frequentes e oscilações na rede elétrica relatadas por moradores.

As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos na estrutura criminosa, que incluía responsáveis pelo aluguel dos imóveis, instalação técnica dos equipamentos e coordenação do funcionamento das operações. Até o momento, não houve prisões.

A polícia destaca que o foco da investigação não está na atividade de mineração de criptomoedas em si, mas no furto de energia, crime previsto no Código Penal e que pode resultar em pena de até oito anos de prisão.

Com informações do Correio Braziliense

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Conteúdo reproduzido originalmente em: ContilNet por Redação ContilNet