Político dos EUA processa Netflix por “espionar crianças” e “viciar usuários”

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Nesta segunda-feira (11), o chefe jurídico do estado do Texas (EUA), Ken Paxton, anunciou que está processando a Netflix por “espionar crianças e consumidores do Texas ao coletar ilegalmente dados de usuários sem o conhecimento ou consentimento deles.” A notícia saiu em primeira mão no seu perfil oficial do X e no site da Procuradoria-Geral do Texas.

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Em adição ao seu posicionamento, o anúncio feito no site da procuradoria informa que “a empresa também projetou sua plataforma para ser viciante.” Consoante o comunicado, a Netflix alegou, durante anos, que não monitorava ou compartilhava os hábitos de visualização e preferências dos usuários.

O autor do processo, no entanto, sustenta a tese de que informações são captadas e vendidas para corretoras de dados e empresas de tecnologia de publicidade, a fim de, supostamente, “lucrar bilhões de dólares por ano.”

BREAKING: I just sued Netflix for spying on Texas kids and consumers by illegally collecting users’ data without their knowledge or consent. pic.twitter.com/iJkHyqPbuu

— Attorney General Ken Paxton (@KenPaxtonTX) May 11, 2026

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Netflix, gigante do mundo dos streamings (Imagem: Miguel Lagoa / Shutterstock) – Imagem: Miguel Lagoa / Shutterstock

O texto publicado no site da Procuradoria-Geral do Texas expõe que a Netflix espiona os usuários ao “rastrear e registrar hábitos de visualização dos usuários, preferências, dispositivos, redes domésticas, uso de aplicativos e outros dados comportamentais sensíveis. Cada interação na plataforma se torna um ponto de dados que revela informações sobre o usuário. Esse rastreamento se aplica não apenas a contas de adultos, mas também a perfis infantis.

O objetivo dessa estratégia, consoante o documento, seria, supostamente, alimentar os sistemas de publicidade de outras empresas, que outrora utilizam os dados para construir perfis mais detalhados dos consumidores.

Pai e filho assistindo a um filme em um serviço de streaming – (Reprodução: Vitaly Gariev/unsplash))

Ken destaca que a função de reprodução automática, intitulada autoplay, foi projetada para ser viciante ao criar um “fluxo contínuo de conteúdo para manter usuários — incluindo crianças — assistindo por longos períodos.

O processo judicial visa enquadrar a Netflix sob a Lei de Práticas Comerciais Enganosas do Texas. A ação faz as seguintes exigências:

Impedimento da coleta e da divulgação indevida de dados pessoais de usuários;

Desativação automática da reprodução de vídeos em contas destinadas ao público infantil;

Aplicação de outras medidas preventivas, além de sanções na esfera civil.

Até a publicação desta matéria, a Netflix não respondeu ao nosso pedido de comentar sobre o processo judicial.

Wagner Edwards

Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Olhar Digital por Wagner Edwards