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Pirâmide de Gizé resiste a terremotos há mais de 4 mil anos; entenda como

Um estudo conduzido pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Astronomia e Geofísica do Egito analisou a resistência da Grande Pirâmide de Gizé (ou de Quéops) a terremotos ao longo de cerca de 4,6 mil anos. A pesquisa, divulgada recentemente na revista Scientific Reports, busca entender por que a estrutura suportou tremores registrados em diferentes períodos históricos sem sofrer danos relevantes.

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Segundo o pesquisador Mohamed ElGabry, responsável pelo trabalho e ouvido pela agência EFE, o desempenho do monumento está ligado ao conhecimento prático acumulado por antigos construtores egípcios. Ele afirma que as técnicas foram desenvolvidas de forma empírica, sem base na sismologia moderna, com foco na estabilidade e durabilidade.

As análises indicam que fatores como geometria, fundação rochosa e comportamento vibracional uniforme ajudam a explicar a resistência da pirâmide, que permanece em bom estado estrutural mesmo após milênios.

Para quem tem pressa:

Estudo egípcio analisa por que a Grande Pirâmide de Gizé resiste a terremotos há cerca de 4,6 mil anos, sem danos estruturais relevantes registrados;

Pesquisadores identificam que geometria, base rochosa e padrão de vibração uniforme ajudam a reduzir impactos de tremores e evitar ressonância;

Segundo o estudo, a resistência sísmica seria um efeito indireto das técnicas de construção antigas voltadas à estabilidade e longevidade.

Características estruturais e comportamento vibracional explicam resistência

A Grande Pirâmide de Gizé – Crédito: Eugene Li – Shutterstock

O estudo identificou que a pirâmide apresenta uma frequência natural de vibração concentrada entre 2 e 2,6 hertz, o que faz com que a estrutura responda de maneira integrada às vibrações. Esse comportamento reduz tensões internas durante tremores e evita efeitos de desorganização estrutural.

Os pesquisadores também observaram que a frequência de vibração do monumento é diferente da do solo ao redor. Essa diferença reduz o risco de ressonância, fenômeno que pode amplificar danos em estruturas durante terremotos.

Outro ponto destacado no estudo é a base ampla, o centro de gravidade baixo e a simetria geométrica do edifício. A construção também se apoia sobre um leito de rocha calcária sólida, considerado um fator importante para a estabilidade geral.

As Pirâmides de Gizé hoje. Em ordem da esquerda para a direita: A Pirâmide de Menkaure, a Pirâmide de Khafre e a Grande Pirâmide.(Crédito da imagem: WitR via Shutterstock)

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As câmaras internas, especialmente aquelas situadas acima da Câmara do Rei, também desempenham papel relevante. As medições indicam que essas áreas contribuem para a dissipação da energia sísmica, reduzindo a amplificação das vibrações em pontos mais elevados.

De acordo com Mohamed ElGabry, os resultados sugerem que não houve um projeto voltado especificamente à resistência a terremotos. Para ele, a proteção observada hoje seria consequência das escolhas estruturais voltadas à estabilidade e à durabilidade do monumento.

Wagner Edwards

Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.

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Lucas Soares

Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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Tags:
Egito
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Olhar Digital por Wagner Edwards

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