PF deflagra operação contra fraudes de R$ 34 milhões em Rondônia

COMPARTILHAR0SigaSiga Google Discover Ofensiva da PF em Porto Velho decorre de três inquéritos sobre abertura de contas com documentos falsificados/ Foto: PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (25), a Operação Fraus Pecuniária, com o objetivo de desarticular grupos criminosos especializados na falsificação de documentos para a abertura irregular de contas correntes e obtenção fraudulenta de empréstimos financeiros. Os crimes eram praticados em agências da Caixa Econômica Federal no município de Porto Velho (RO).

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Agentes federais saíram às ruas da capital rondoniense para cumprir dez mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas e autorizadas pelos magistrados da 7ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de Rondônia, mirando endereços residenciais e comerciais diretamente vinculados aos suspeitos. O foco das diligências é colher registros em papel, mídias digitais e outros elementos de prova que corroborem as práticas ilícitas.

De acordo com a corporação, a ofensiva é o resultado do desdobramento de três inquéritos policiais instaurados de forma autônoma e com alvos distintos. No decorrer dos trabalhos de inteligência, os investigadores identificaram pontos de conexão e o compartilhamento do mesmo modus operandi de fraudes bancárias entre os grupos monitorados.

Auditoria da Caixa detectou movimentações atípicas e incompatíveis de suspeitos entre 2021 e 2024/ Foto: PF

O início das investigações deu-se após o encaminhamento de relatórios de auditoria interna da própria Caixa Econômica Federal à Polícia Federal. Os documentos apontavam indícios de fraudes estruturadas por indivíduos que mantinham ligações diretas com um correspondente bancário — empresa privada autorizada a intermediar serviços e produtos da instituição financeira pública.

Com o aprofundamento das quebras de sigilo e das análises patrimoniais, a Polícia Federal constatou fluxos financeiros completamente incompatíveis com a capacidade econômica informada pelos investigados. De acordo com o balanço contábil das apurações, as transações bancárias atípicas e suspeitas somaram aproximadamente R$ 34 milhões no intervalo compreendido entre os anos de 2021 e 2024.

Os materiais apreendidos pelas equipes nesta segunda-feira, incluindo aparelhos celulares, computadores, contratos de crédito e extratos financeiros, foram encaminhados à sede da superintendência regional da PF em Rondônia, onde serão submetidos a exames periciais pela delegacia especializada à frente do caso.

Os envolvidos no esquema criminoso estão sob investigação e poderão responder formalmente perante a Justiça Federal pelos crimes de uso de documento falso, falsidade ideológica

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Conteúdo reproduzido originalmente em: ContilNet por Fhagner Soares, ContilNet