Juruá Informativo

VÍDEO: padrasto de adolescente envolvido em tragédia no Instituto São José dá detalhes inéditos sobre o caso

O advogado Juan Mesquita Amorim, padrasto do adolescente apontado como autor do ataque ocorrido na última semana no Instituto São José, em Rio Branco, voltou a se pronunciar publicamente sobre o caso. Em entrevista ao programa Café com Notícias, da TV5, ele negou qualquer ameaça à escola e afirmou que nunca esteve dentro da instituição de ensino.

Em entrevista ao programa Café com Notícias, da TV5, ele negou qualquer ameaça à escola: Foto/Reprodução

Durante a entrevista, Juan rebateu rumores de que teria procurado funcionários da escola antes da tragédia. Segundo ele, não havia motivo para buscar informações diretamente na unidade, já que não era o pai biológico do estudante.

“Eu nunca adentrei naquele estabelecimento. Nunca ultrapassei os limites daquele muro. Eu jamais ameaçaria qualquer pessoa. Se eu tivesse conhecimento de qualquer situação envolvendo ele, teria orientado a mãe e o pai a tomarem providências […] Eu não posso chegar na escola e pedir histórico escolar porque eu não sou o pai. Qual seria a lógica de eu ameaçar uma coordenadora? Isso é irracional. Minha filha nem estudava lá. Eu nunca tive contato com diretora, inspetora ou qualquer servidor do colégio”, afirmou.

O advogado também relatou como soube do ataque. Segundo ele, recebeu uma ligação da esposa pedindo ajuda, mas, naquele primeiro momento, não imaginava a gravidade da situação.

“Ela só dizia: ‘vem me buscar agora’. Quando me aproximei da escola, vi a movimentação e li rapidamente no celular que tinha acontecido um ataque. Mesmo assim, pensei que ele pudesse ser vítima. Corri desesperado atrás de informações, perguntando para policiais e equipes de ambulância o que tinha acontecido”, contou.

Juan afirmou ainda que só descobriu que a arma usada no crime era de sua propriedade após policiais mostrarem uma fotografia do armamento. Conforme explicou, a pistola permanecia guardada em um quarto trancado da residência.

Conforme explicou, a pistola permanecia guardada em um quarto trancado da residência: Foto/Reprodução

“Ela ficava no meu quarto, que permanecia trancado religiosamente todos os dias. Era um hábito da casa. Muitas vezes até perguntavam onde estava a chave. Até hoje eu não sei como ele conseguiu ter acesso à arma”, declarou.

Ao falar sobre o comportamento do adolescente, o advogado disse que nunca percebeu atitudes agressivas ou sinais de sofrimento emocional dentro de casa. Segundo ele, o jovem mantinha uma convivência tranquila com a família.

“Eu não tive conhecimento de nenhuma reclamação da escola a respeito disso. Não querendo responsabilizar a escola por qualquer coisa, mas não tinha reclamações a respeito de bullying ou qualquer tipo de sofrimento. Então a gente não tinha o que agir porque se a gente não tinha o conhecimento de qualquer situação. Ele nunca reclamou, ele ia para a escola normalmente, ele voltava da escola normalmente, tranquilamente. Ele brincava com a minha filha quando chegava da escola, uma relação harmoniosa dentro da residência. Tanto que isso tem abalado muito a gente. A gente se pega perguntando, e eu me pego me perguntando o porquê que isso aconteceu, qual a motivação de que isso tenha acontecido, porque não tinham sinais em casa”, afirmou.

Sair da versão mobile