Operação contra crimes sexuais infantis no Acre resulta em 12 prisões e mais de 200 vítimas atendidas

Tendo como foco os municípios de Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

A Polícia Civil do Acre intensificou, entre os dias 4 e 18 de maio de 2026, uma grande mobilização voltada ao combate da violência e da exploração sexual contra crianças e adolescentes. A ação integrou a Operação Caminhos Seguros 2026, iniciativa coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

A força-tarefa contou com um amplo planejamento estratégico para alcançar diferentes regiões do Acre: Foto/Polícia Civil

Durante 15 dias, as equipes atuaram em diversas regiões do estado, com foco principal nos municípios de Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

Segundo o balanço divulgado pela Polícia Civil, a operação resultou na elaboração de 148 boletins de ocorrência e na instauração de 99 inquéritos policiais. Ao todo, 58 investigações foram concluídas com comprovação de autoria e materialidade dos crimes. Também foram solicitadas 11 medidas cautelares e 13 medidas protetivas de urgência, além do registro de um termo circunstanciado de ocorrência.

A força-tarefa contou com um amplo planejamento estratégico para alcançar diferentes regiões do Acre. Foram mobilizadas 33 viaturas e equipes distribuídas em ações preventivas, diligências investigativas e operações repressivas.

Além do trabalho policial, a operação também desenvolveu atividades educativas. Ao longo da mobilização, foram realizadas 14 ações de conscientização, incluindo visitas a seis escolas, alcançando diretamente 905 pessoas entre estudantes, pais e profissionais da educação. Outros sete estabelecimentos passaram por fiscalização para impedir situações de exploração ou presença irregular de menores.

Conforme os dados apresentados, a Polícia Civil recebeu 56 denúncias relacionadas a crimes contra crianças e adolescentes. Desse total, 47 já foram apuradas, permitindo a identificação de 49 suspeitos e o mapeamento de sete áreas consideradas críticas. Durante a operação, 230 vítimas receberam acolhimento e atendimento especializado.

Na frente repressiva, as equipes efetuaram 12 prisões — sendo cinco em flagrante e sete por cumprimento de mandados judiciais. Também foram executados dois mandados de busca e apreensão, além da apreensão de material pornográfico envolvendo menores.

O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin, destacou o alcance da operação e o trabalho integrado entre as forças de segurança.

“O balanço da Operação Caminhos Seguros demonstra o compromisso inabalável da nossa instituição em proteger o futuro do Acre. Unir forças com o Ministério da Justiça nos permitiu sufocar a atuação de criminosos que cruzaram a linha da integridade das nossas crianças. Conseguimos dar uma resposta rápida tanto na capital quanto nos municípios mais isolados, mostrando que a Polícia Civil está presente em cada canto do estado. Esse esforço investigativo e o volume de inquéritos concluídos são a prova de que não daremos trégua para quem violenta nossos menores”, afirmou.

A coordenadora de Proteção aos Grupos Vulnerabilizados e do Programa Bem-Me-Quer, Juliana De Angelis, ressaltou que o atendimento às vítimas e o monitoramento das áreas de risco continuam sendo realizados em todo o estado.

“Mais do que os números de prisões, o que nos move nesta operação é o alcance social e o acolhimento. Conseguimos atender mais de 230 vítimas e levar palestras preventivas para quase mil pessoas dentro das escolas. O combate à violência infantojuvenil começa na quebra do silêncio. Quando a população denuncia e nós conseguimos tirar o agressor de circulação e solicitar medidas protetivas, nós salvamos vidas. O Programa Bem-Me-Quer e toda a coordenação seguem firmes para garantir que esses caminhos continuem seguros e que as nossas crianças possam crescer protegidas”, declarou.