COMPARTILHAR0SigaSiga Google Discover EUA matam numero dois do Estado Islamico Abu Bilal al Minuki na Africa/ Foto: Reprodução
Uma operação militar conjunta realizada pelas forças armadas dos Estados Unidos e da Nigéria resultou na morte de Abu-Bilal al-Minuki, apontado pela inteligência ocidental como o segundo na hierarquia global da organização terrorista Estado Islâmico (Isis, na sigla em inglês). O anúncio oficial do cumprimento da missão de execução foi feito pelo presidente norte-americano, Donald Trump, na madrugada deste sábado (16).
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Al-Minuki vinha sendo monitorado por agências internacionais de segurança devido à sua capacidade de articulação logística e financeira dentro da rede extremista. A investida militar desestrutura o núcleo decisório do grupo, que buscava consolidar novas bases de atuação fora do Oriente Médio.
A localização do líder extremista em território africano foi viabilizada por meio de redes de espionagem e compartilhamento de dados estratégicos. Trump detalhou que as forças de segurança dispunham de fontes infiltradas que municiavam os comandos táticos com relatórios detalhados sobre as rotas e os hábitos de al-Minuki.
O presidente dos Estados Unidos classificou a operação de captura e neutralização como meticulosamente planejada e de extrema complexidade técnica. Em publicação realizada em sua plataforma digital, a Truth Social, o republicano destacou que o alvo acreditava estar seguro sob o disfarce em solo africano, mas que a sua eliminação enfraquece consideravelmente a capacidade operacional e de planejamento do Estado Islâmico em escala mundial. O chefe de Estado norte-americano pontuou ainda que a morte do extremista interrompe a articulação de atentados contra cidadãos locais e alvos civis e militares dos Estados Unidos.
A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante teve sua gênese associada à instabilidade política observada no Oriente Médio após a invasão liderada pelos Estados Unidos no Iraque, no ano de 2003. A queda do regime de Saddam Hussein abriu vácuos de poder que propiciaram a insurgência de células radicais de orientação sunita.
Inicialmente ligada à rede Al-Qaeda, a facção se emancipou anos mais tarde, ganhando projeção internacional a partir de 2014, quando autoproclamou um califado em extensas faixas de terra que englobavam províncias iraquianas e sírias. Nos últimos anos, após sofrer severas perdas territoriais no front original, o grupo passou a descentralizar seus braços armados, migrando lideranças operacionais para regiões de menor controle institucional, como a faixa do Sahel e outras zonas do continente africano.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: ContilNet por Fhagner

