O que é metacinema, processo criativo de Almodóvar em Natal Amargo

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SigaGoogle Discover1 de 1 Cena do filme Natal Amargo, de Pedro Almodóvar – Metrópoles
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Pedro Almodóvar dirige o filme Natal Amargo, que está em cartaz nos cinemas mundiais. Na produção, o cineasta utiliza um processo criativo que o consagrou durante a carreira: o metacinema.

Baseado no cinema de metalinguagem, o diretor espanhol une, cria conflitos e ultrapassa as linhas entre a realidade e a ficção nos filmes que produz. A utilização de narrativas paralelas traz experiências únicas para as produções com a famosa quebra da “quarta parede”.

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Em Natal Amargo, Pedro Almodóvar utiliza o metacinema como fonte criativa

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O estilo de produção cria conflitos e ultrapassa as linhas entre a realidade e a ficção nos filmes que produz

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Frequentemente, a personagem Elsa (Bárbara Lennie) faz pausas dramáticas no longa-metragem e conversa diretamente com o espectador

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Com 76 anos, o diretor abraçou de vez o lado reflexivo, de forma melancôlica e lúdica em seus filmes.

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Em Natal Amargo, por exemplo, ele aborda os bastidores da indústria de streaming, repensa o próprio roteiro utilizando os personagens e reconstrói o filme dentro de acontecimentos que trazem dúvidas se estamos assistindo a uma ficção ou a um longa-metragem inspirado em fatos reais.

Frequentemente, a personagem Elsa (Bárbara Lennie) faz pausas dramáticas no longa-metragem e conversa diretamente com o espectador, mostrando que entende, por natureza, que está dentro de um filme. O mesmo acontece com Raúl Durán (Leonardo Sbaraglia), um diretor e roteirista que enfrenta dificuldades em separar a realidade da ficção.

A presença do personagem de um diretor de cinema dentro do filme de Almodóvar não poderia deixar mais clara a presença do metacinema, visto que as inquietudes de Raúl Durán se assemelham, em detalhes, com as vividas pelo diretor de cinema espanhol.

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Ao longo dos anos, ele explorou a relação do metacinema em filmes como Dor e Glória, Abraços Partidos, Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos e A Lei do Desejo, sendo este último de 1986.

Com 76 anos, o diretor abraçou de vez o lado reflexivo, de forma melancólica e lúdica em seus filmes. Natal Amargo, nos cinemas, torna-se mais uma produção idealizada com a mesma faceta no catálogo de Almodóvar.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Metrópoles