Nova IA da Anthropic faz IBM investir US$ 5 bilhões em cibersegurança

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O CEO da IBM, Arvind Krishna, revelou que o novo modelo de inteligência artificial da Anthropic, chamado Mythos, foi o fator crucial para a empresa aprovar um investimento massivo de US$ 5 bilhões em uma nova frente de cibersegurança. O aporte, anunciado nesta quinta-feira (28), tem como objetivo principal mitigar vulnerabilidades críticas em softwares de código aberto (open-source).

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Em entrevista exclusiva à CNBC, Krishna foi direto: “O Mythos foi o fator desencadeador crucial para isso”. A iniciativa foi batizada internamente de Projeto Lightwell e contará com a participação direta da Red Hat, subsidiária da IBM especializada em soluções de código aberto.

Wall Street adota o projeto contra ameaças da IA

Os softwares de código aberto são amplamente utilizados por corporações globais devido ao seu baixo custo e facilidade de acesso. No entanto, a capacidade sem precedentes das novas ferramentas de IA de varrer e encontrar brechas nesses códigos acendeu um sinal de alerta no setor financeiro.

Grandes bancos dos Estados Unidos já se posicionaram como adotantes iniciais do Projeto Lightwell. Entre as instituições que assinaram o acordo estão:

Goldman Sachs;

Morgan Stanley;

JPMorgan Chase;

Bank of America.

Segundo o CEO da IBM, os bancos utilizarão as novas ferramentas para identificar onde existem vulnerabilidades em seus sistemas e antecipar ameaças antes mesmo que uma correção oficial de software esteja disponível no mercado.

O perigo do modelo Mythos e o exército de engenheiros

A IBM teve acesso antecipado ao potencial do Mythos por integrar o Projeto Glasswing – um programa restrito que realiza testes de segurança com a IA da Anthropic antes de seu lançamento geral. Krishna explicou que os grandes modelos de linguagem (LLMs) atuais tornaram-se “notavelmente ágeis em encontrar vulnerabilidades” tanto em códigos proprietários quanto em abertos.

Para responder à altura do desafio físico e digital colocado por essa nova classe de IA, a IBM e a Red Hat estão alocando uma força-tarefa de 20 mil engenheiros de software dedicados exclusivamente a ajudar empresas parceiras a blindarem seus sistemas.

Apesar do movimento agressivo, Krishna afirmou enxergar as empresas tradicionais de segurança digital mais como aliadas do que concorrentes.

“Eles são ótimos em proteger o perímetro, são ótimos em descobrir o que está acontecendo, mas não fazem atualizações de segurança nem protegem outros softwares”, disse Krishna. “Então, acho que isso é um ótimo complemento ao que eles fazem”, explicou o executivo à CNBC.

Computação quântica e valorização de mercado

O anúncio do investimento bilionário impulsionou as ações da IBM na bolsa de valores. A valorização soma-se ao excelente momento da empresa no mercado financeiro, que viu seus papéis saltarem 12% na semana passada após o governo dos EUA confirmar um aporte de US$ 1 bilhão para a criação de um polo nacional de fabricação de chips quânticos em parceria com a companhia.

Krishna reforçou a importância estratégica desse movimento de infraestrutura de longo prazo, de olho na próxima década. “Acreditamos que ter capacidade de produção no país é extremamente importante para a computação quântica e para a segurança nacional. … Se a computação quântica atingir um patamar próximo ao que prevejo para o início da década de 2030, precisaremos expandir essa capacidade consideravelmente”, concluiu.

Layse Ventura

Layse Ventura é editora de SEO no Olhar Digital e mestre pela UFSC.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Olhar Digital por Layse Ventura