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SigaGoogle DiscoverGetty Imagens/ Anton Petrus1 de 1 Foto de óvni sendo perseguido por aeronave
– Foto: Getty Imagens/ Anton Petrus
Nesta terça-feira (19/5), a Noite Oficial dos Óvnis completa 40 anos. O nome pode até parecer de um filme, mas foi como a madrugada de 19 de maio de 1986 ficou conhecida após 21 objetos voadores não identificados invadirem o espaço aéreo brasileiro. Quatro décadas depois, o caso continua um mistério entre ufólogos, curiosos e testemunhas.
Naquela segunda-feira, os objetos voadores não identificados foram avistados por dezenas de pessoas, civis e militares, em quatro estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.
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Ilustração da perseguição aérea divulgada na época do avistamento dos objetos
Claudeir Covo/Arquivo Nacional2 de 3
Coletiva de imprensa com militares que atuaram durante a Noite Oficial dos Óvnis em 1986
Reprodução/TV Globo3 de 3
Moreira Lima durante entrevista sobre A Noite Oficial dos Óvnis
Reprodução/TV Globo
Os avistamentos começaram por volta das 20h, quando a torre de controle de São José dos Campos (SP) detectou um ponto luminoso. Os registros só terminaram cinco horas depois, com dezenas de objetos rastreados pelo território nacional.
Uma série de avistamentos foi relatada por diferentes bases militares e pelos radares do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta). Para defender o território nacional, alguns oficiais chegaram a perseguir os estranhos óvnis.
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Enquanto as luzes podiam ser vistas em diferentes cidades do Brasil, a resposta militar escalou por volta das 22h. O primeiro avião decolou do Rio de Janeiro, seguido por duas aeronaves que saíram de Anápolis (GO). O tenente Kleber Caldas Marinho, primeiro a levantar voo, avistou bolas de luz branca e iniciou uma perseguição.
“Em determinado momento quando voltei a observar o objeto, pois eu havia deixado de fixar a visão por alguns instantes, para evitar qualquer tipo de ilusão da visão noturna, eu pude observar três cores distintas, verde, vermelho e branco que pulsaram”, descreveu em depoimento oficial.
Sem sucesso, Marinho tentou aproximar-se do objeto, que se afastou rapidamente.
Durante as interceptações, os pilotos relataram comportamentos que desafiavam a tecnologia da época. Os objetos apresentavam velocidades que oscilavam entre 250 e 1.500 km/h em instantes, além de manobras em zigue-zague e curvas em ângulos de 90 graus sem redução de velocidade.
Um dos relatos descreve o Capitão Márcio Brisolla Jordão sendo acompanhado por 13 objetos, que apareceram no radar da aeronave. Após uma manobra, porém, eles desapareceram sem explicação. “Não tive medo porque não via nada me ameaçando”, disse o militar.
Em depoimento oficial, ele ainda detalhou que a noite estava “clara, sem nuvens e com uma lua cheia”, o que facilitaria a visualização de outras naves ou objetos no ar. Ele relatou que, após ver uma luz vermelha partindo em direção ao mar, foi instruído a seguir o trajeto e tentar aproximação. Sem conseguir se aproximar, aterrissou de volta.
Em 2015, o Arquivo Nacional disponibilizou oito gravações das conversas entre pilotos, controladores aéreos e o sistema de defesa brasileiro durante a Noite Oficial dos Óvnis.
“Tem um [óvni] em cima de Brasília agora. Em cima de Brasília! Ele quer brincar com defesa”, disse um controlador ao observar o céu da capital.
O desfecho foi marcado pela perplexidade das autoridades e pela curiosidade da população. O então ministro da Aeronáutica, Otávio Júlio Moreira Lima, alegou que o espaço aéreo havia sido efetivamente invadido.
O oficial descartou a hipótese de ilusão de ótica, uma vez que os radares detectaram massas sólidas. Conforme consta em documento disponibilizado pelo Arquivo Nacional, as palavras foram definitivas.
“Só podemos dar explicações técnicas, e não as temos”, disse o oficial. “Seria muito difícil para nós falarmos sobre a hipótese de que esses objetos seriam de origem extraterrestre.”
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Metrópoles

