NASA avança com avião X-59 em testes supersônicos silenciosos

Na última quinta-feira (28), a NASA divulgou que está se preparando para colocar à prova o avião experimental X-59 QueSST em seu primeiro voo supersônico, previsto para ocorrer em breve na base de Armstrong, na Califórnia (EUA). O objetivo central do projeto é testar um tipo de aeronave capaz de superar a velocidade do som sem gerar o estrondo característico dessas viagens.

Continua após a publicidade

Os ensaios fazem parte da missão Quesst e ocorrem após uma fase inicial de voos de menor velocidade iniciada no fim de 2025 e retomada em 2026. Nesse período, a aeronave realizou cerca de 15 voos, segundo a equipe técnica, atingindo progressivamente altitudes mais elevadas e velocidades próximas do limite supersônico.

Agora, o programa entra em uma etapa decisiva, com testes que devem levar o X-59 a velocidades superiores à do som, abrindo caminho para futuras medições sobre como o público percebe o som reduzido produzido pela aeronave.

Para quem tem pressa:

O X-59 da NASA entra na fase de testes supersônicos com objetivo de reduzir o estrondo típico de voos mais rápidos que o som;

A aeronave pode atingir a velocidade de até Mach 1,6 (1.980 km/h) e já realizou cerca de 15 voos em sua fase inicial de testes;

O projeto Quesst busca comprovar que voos supersônicos podem ser menos ruidosos e mais viáveis para uso futuro.

Preparativos para o voo supersônico

Avião supersônico X-59 da NASA tem um nariz alongado que pode ajudar a diminuir o estrondo típico das viagens supersônicas – (Divulgação: Jim Ross/NASA)

O plano de testes prevê que o X-59 alcance velocidades acima de mil quilômetros por hora, aproximadamente 1.980 km/h, durante voos com altitude de cerca de 13 km acima do nível do mar. Nas etapas seguintes, a aeronave deve alcançar uma velocidade aproximada de 1.488 km/h, voando a cerca de 16.800 metros de altitude.

Em sua capacidade máxima, o projeto pode atingir aproximadamente 1.980 km/h, voando a cerca de 18.300 metros de altitude, o que corresponde a cerca de 60 mil pés. Ainda assim, a equipe responsável ressalta que nem todas as missões serão realizadas em velocidade supersônica, já que parte dos testes continua ocorrendo em regime subsônico para avaliar o desempenho da aeronave em diferentes condições de voo.

O desenvolvimento também inclui o uso de uma aeronave F-15 equipada com sensores especiais para captar o formato das ondas de choque geradas pelo X-59. Esses dados servirão para preparar a fase seguinte do programa, quando o avião poderá sobrevoar áreas habitadas por pessoas e coletar percepções sobre o som mais suave gerado em alta velocidade, em vez do tradicional estrondo sônico.

Ilustração NASA – Imagem: Alexander Ruszczynski/Shutterstock

Leia mais:

Explosão da Blue Origin pode impactar os planos da NASA na Lua?

NASA revela os “carros lunares” do futuro

NASA revela estado das rodas do Curiosity após seis anos dirigindo em Marte

Design e estratégia de redução do som

O X-59 foi projetado com um nariz alongado e extremamente fino, responsável por reorganizar as ondas de pressão durante o voo em alta velocidade. Essa configuração busca evitar a formação do tradicional estrondo sônico, substituindo-o por um ruído mais suave.

Continua após a publicidade

Durante as primeiras fases de testes, o avião operou em diferentes condições de voo, alcançando velocidades próximas de 1.170 km/h e altitudes de até 13.100 metros. Os ensaios serviram para validar sistemas como controle de combustível, hidráulica e o conjunto de câmeras externas que substitui o para-brisa convencional do piloto.

A estratégia geral do projeto integra o programa Quesst, que pretende demonstrar a viabilidade de viagens supersônicas mais silenciosas, com potencial impacto no futuro da aviação comercial.

Wagner Edwards

Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.

Ver todos os artigos →

Tags:
aeronave
Nasa
supersonico


Conteúdo reproduzido originalmente em: Olhar Digital por Wagner Edwards