“Não posso comprometer o orçamento”, diz Alysson após Educação aprovar greve

COMPARTILHAR0SigaSiga Google Discover Prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene. — Foto: Val Fernandes/Ascom

Os profissionais da Educação decidiram, por meio de votação, aderir ao movimento grevista a partir da próxima quarta-feira (20). A decisão foi realizada em assembleia com a categoria na última quinta-feira (14).

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Ao ContilNet, o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, afirmou que foi apresentada uma proposta que ele considera ‘interessante’.

“Vai além da inflação, que tem reflexo ao longo da carreira. O que eu estou pedindo para eles é que agora que eu estou chegando. As perdas anteriores, eu não tinha o orçamento na mão. Eu estou construindo com o orçamento que eu tenho, para frente, em 2027 e 2028, que eu vou construir um novo orçamento, aí são outras pautas que a gente vai discutir”, disse.

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O prefeito destacou, ainda, que não pode comprometer a saúde financeira do município com o atual orçamento.

“Ninguém está fechando portas para negociação. O que eu não posso é, baseado no orçamento que eu tenho esse ano, me comprometer de forma fiscal e depois não conseguir honrar e ter problemas, do ponto de vista para os servidores e de investimentos para a cidade”, afirmou.

Entenda

O ato, na manhã de quinta-feira (14), reuniu trabalhadores da rede municipal que cobram reajuste salarial e avanço nas negociações com a gestão municipal.

Segundo os trabalhadores, a paralisação foi aprovada após a apresentação da proposta salarial da prefeitura, considerada insuficiente pela maioria dos profissionais presentes.

Decisão foi tomada nesta quinta-feira/Foto: ContilNet

De acordo com a proposta apresentada pela prefeitura, os profissionais do ensino fundamental passariam a receber o valor do salário mínimo, fixado em R$ 1.621, sem acréscimo percentual.

Já para os profissionais do ensino médio, a proposta prevê o reajuste para R$ 1.621, com adicional de 5% sobre o valor.

Os trabalhadores também destacam que sobre os salários ainda incidem descontos de 14% referentes à previdência, além da cobrança do Imposto de Renda.

A mobilização foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e faz parte da série de atos realizados pela categoria nas últimas semanas. Entre as principais reivindicações estão a reposição do piso salarial do magistério, a atualização do piso dos funcionários de escola para o valor do salário mínimo, além de melhorias nas condições das unidades de ensino e avanços nas discussões do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR).

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Conteúdo reproduzido originalmente em: ContilNet por Maria Fernanda