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Márcio Bittar critica articulações políticas e cobra “reajuste” na aliança com governo Mailza

O senador Márcio Bittar comentou publicamente, pela primeira vez, sobre os rumores de desgaste envolvendo a relação entre o PL e o grupo político da governadora Mailza Assis após o período de filiações partidárias.

Em entrevista concedida nesta quinta-feira (7), Bittar afirmou que integrantes de diferentes grupos políticos atuaram para dificultar a formação das chapas do partido no Acre durante a janela partidária.

Durante a entrevista, Márcio Bittar também relembrou alianças políticas anteriores no Acre: Foto/Reprodução

“Hoje é o dia que eu escolhi para tocar nesse assunto. O que aconteceu no final das filiações foi estranho. A turma do meu amigo Alan Rick, a turma do meu amigo Tião Bocalom e a turma também da nossa governadora Maílza tentaram atrapalhar a chapa do PL”, declarou.

O parlamentar afirmou considerar comum a disputa entre partidos na busca por pré-candidatos, mas demonstrou surpresa com a postura de integrantes ligados ao governo estadual, já que, segundo ele, o PL havia manifestado interesse em manter a aliança com PP e União Brasil.

“Eu não havia declarado aliança com o Republicanos. Eu não havia declarado aliança com o PSDB. Então, faz parte do jogo o PSDB, o Republicanos, tentar disputar candidaturas de pré-candidatos a estadual e federal com o PL. Agora, o governo fazer o que fez na reta final, aí é estranho, porque eu havia declarado a manutenção da aliança com o PP e com o União Brasil”, afirmou.

Durante a entrevista, Márcio Bittar também relembrou alianças políticas anteriores no Acre e destacou que a união entre os partidos foi importante para vitórias eleitorais em municípios estratégicos.

“Aliança essa responsável pela vitória do Bocalom em Rio Branco, pela vitória do Zequinha em Cruzeiro do Sul, pela vitória do Carlinhos em Brasileia, entre outras. Quando eu anunciei o interesse do PL, anunciei de manter a aliança com o PP e União Brasil, então não acho que seria normal que tivessem trabalhado para evitar filiações ao PL e até mesmo trabalhado para tirar algumas pessoas do PL”, disse.

Apesar das críticas, o senador garantiu que o partido segue defendendo a continuidade da aliança com o governo estadual, embora considere necessária uma reavaliação na relação política entre os grupos.

“Em princípio, nós continuamos desejando aliança com o governo, mas acho que tem que ter reajuste. Você não pode ter um casamento onde você se sinta… enfim, que casamento é esse? Eu me dedico, eu trago o partido e tal, e de repente o PL era para fazer cinco deputados estaduais brigando por seis. Então aconteceram coisas estranhas, então no mínimo é preciso um reajuste”, declarou.

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