A governadora do Acre, Mailza Assis, comentou pela primeira vez a polêmica envolvendo o prefeito de Feijó, Railson Ferreira, após as declarações públicas do gestor municipal cobrando uma audiência com o governo estadual. Em meio à repercussão, Railson chegou a afirmar que poderia “acampar” em frente ao Palácio Rio Branco caso não fosse recebido pela chefe do Executivo acreano.

Em meio à repercussão, Railson chegou a afirmar que poderia “acampar” em frente ao Palácio Rio Branco: Foto/Reprodução
As declarações de Mailza foram feitas durante entrevista ao podcast Em Cena, do ContilNet, nesta terça-feira (20). Na conversa, a governadora afirmou que a situação foi causada por incompatibilidade de agendas e negou qualquer motivação política para a ausência do encontro.
Segundo ela, a rotina administrativa se tornou ainda mais intensa desde que assumiu o comando do Estado, o que tem dificultado o encaixe de compromissos e audiências.
“A minha agenda como vice-governadora já era intensa, né? Já era muito ali ocupada. Como governadora, muito mais ainda. Veja quantas viagens já fiz e quantos assuntos importantes que eu preciso tratar e decidir durante o dia, a semana, finais de semana, enfim”, declarou.
Mailza também explicou que, no período em que Railson buscava a reunião, ela cumpria agenda oficial fora do Acre.
“E essa situação, eu nem estava aqui, eu estava viajando, eu estava no Rio nesse dia. E o Railson pediu essa agenda, mas no momento eu não podia atender.”
Ao comentar a reação do prefeito, a governadora afirmou que não houve falta de atenção ao município de Feijó e relembrou encontros anteriores com o gestor, além de ações já realizadas pelo governo estadual na cidade.
“E assim, eu já atendi muitas vezes o Railson, já fui muitas vezes a Feijó, já fiz atendimento, já discutimos durante todo esse período. Feijó já recebeu o governo, então assim, eu acho que não eh havia necessidade dessa exposição ou dessa busca por uma agenda, né, desenfreada, não entendendo o momento que eu não podia atender”, desabafou.
Para amenizar o desgaste político, o secretário Luiz Calixto atuou como intermediador do diálogo entre o governo e a prefeitura durante o episódio.
Ao encerrar o assunto, Mailza garantiu que Feijó continuará recebendo apoio institucional do governo estadual, independentemente dos ruídos recentes envolvendo a relação com o prefeito.
“Então assim, eu acho que da nossa parte, da parte do governo, não faltou respeito, não faltou ajuda ao município de Feijó. Por muitas vezes recebi o Railson no gabinete, no Palácio, na minha casa. Então assim, eu sinto muito não poder ter atendido naquele momento, mas não temos não foi nenhuma questão de não atender Feijó ou não atender o prefeito Railson.”