Tudo sobre Inteligência Artificial
ver mais
Nesta quarta-feira (13), a agência de notícias Reuters divulgou com exclusividade que o LinkedIn planeja demitir 5% de seus funcionários, a fim de aumentar o crescimento da empresa em nova reestruturação. Atualmente, a companhia conta com mais de 17.500 empregados; logo, a demissão de 5% causaria uma baixa de mais de 875 trabalhadores.
Continua após a publicidade
A notícia chegou à Reuters por meio do relato de duas pessoas familiarizadas com o assunto. O site LinkedIn, comercialmente conhecido como uma rede social para negócios e networking, pertence ao ecossistema da gigante Microsoft.
Uma das fontes da agência britânica de notícias ainda compartilhou que a empresa já se organiza para remanejar funcionários específicos para departamentos com altos índices de crescimento.
Para quem tem pressa:
LinkedIn, site da Microsoft, planeja demitir 5% de seus funcionários (mais de 875 pessoas, aproximadamente);
A justificativa da onda de demissão, segundo fontes exclusivas da Reuters, não é ocasionada pela substituição de funcionários por softwares de inteligência artificial.
Menos funcionários, maior crescimento: por trás da estratégia do LinkedIn
Aplicativo do LinkedIn em um smartphone (Imagem: Diego Thomazini/Shutterstock)
Segundo documentos financeiros compartilhados pela Microsoft, o corte de funcionários ocorre em meio a um crescimento já documentado de 12% no último trimestre, se compararmos com o mesmo período no ano anterior. A receita do site é proveniente da venda de ferramentas de recrutamento e assinaturas para receber alertas de vagas de emprego, dentre outros.
As fontes ouvidas pela Reuters declaram que a onda de demissões não preza substituir os funcionários por softwares de inteligência artificial. Apesar disso, torna-se cada vez mais comum a implantação de sistemas de IA no mercado de trabalho, sobretudo em companhias com receita advinda do mundo da tecnologia.
Sobre este último, é possível exemplificar o que já aconteceu com a Block, de Jack Dorsey, a qual anunciou em fevereiro deste ano a pretensão de eliminar quase metade da força de trabalho em prol de substituí-la por IA. Outro caso, também já conhecido, é a Cloudflare, a qual revelou um corte de 20% já na semana passada.
LinkedIn – Imagem: Tada Images/Shutterstock
Leia mais:
Como usar o LinkedIn: 6 dicas para iniciantes
LinkedIn: como adicionar e remover competências do perfil
LinkedIn: como ativar função que torna sua conta mais segura
Há um debate crescente entre executivos do setor de inteligência artificial: enquanto alguns veem a tecnologia como uma ameaça direta a empregos, outros argumentam que ela está apenas redefinindo funções e aumentando a produtividade no ambiente de trabalho. Em grandes polos de inovação, como o Vale do Silício, já é comum que programadores utilizem sistemas de IA para automatizar parte da criação de código.
Ao mesmo tempo, dados do site Layoffs.fyi, que acompanha desligamentos na área de tecnologia, mostra que mais de 103 mil vagas já foram eliminadas neste ano. O número se aproxima do total registrado em 2025, quando foram contabilizadas mais de 124 mil demissões no setor.
Wagner Edwards
Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.
Ver todos os artigos →
Tags:
Inteligência Artificial
LinkedIn
Microsoft
Conteúdo reproduzido originalmente em: Olhar Digital por Wagner Edwards
