A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) decidiu absolver dois condenados pelo caso envolvendo a morte do pecuarista Edney Targa. Com a nova decisão, foram anuladas as penas aplicadas ao motorista de aplicativo Ilan Silva do Nascimento e a Gesilda Lima Fraga, que haviam sido sentenciados a mais de 23 anos de prisão após julgamento realizado em 2024.

Segundo as investigações, o grupo exigiu cerca de R$ 2 milhões para libertar a vítima: Foto/Reprodução
Ao reavaliar o processo, os desembargadores concluíram que as provas reunidas pela acusação não eram suficientes para confirmar a participação dos dois no sequestro seguido de morte do produtor rural.
O crime ocorreu em outubro de 2023, quando homens armados invadiram uma fazenda localizada em Acrelândia. Edney Targa foi rendido e levado para Rio Branco, onde permaneceu em cativeiro enquanto os criminosos tentavam negociar um resgate milionário com familiares.
Segundo as investigações, o grupo exigiu cerca de R$ 2 milhões para libertar a vítima. As negociações, porém, não avançaram e, dias depois, o corpo do pecuarista foi encontrado em uma área do bairro da Paz, na capital acreana.
No julgamento dos recursos apresentados pelas defesas, o TJAC entendeu que não ficou comprovado que Ilan Silva tivesse conhecimento do plano criminoso ao realizar o transporte de alguns investigados entre Rio Branco e Acrelândia. Para os magistrados, o valor pago pela corrida não demonstrou ligação direta do motorista com o sequestro.
Em relação a Gesilda Lima Fraga, a Corte avaliou que os elementos apresentados durante o processo não conseguiram comprovar participação consciente na ação criminosa. Ela era suspeita de receber transferências feitas a partir da conta da vítima e de auxiliar nos contatos com a família do pecuarista. Ainda assim, os desembargadores consideraram que as evidências não sustentavam a condenação.
Apesar da absolvição dos dois acusados, a Câmara Criminal manteve as penas impostas aos demais envolvidos no caso.
