Google contesta decisão histórica sobre monopólio em buscas

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O Google recorreu da decisão judicial que classificou a empresa como monopolista no mercado de buscas online nos Estados Unidos. A companhia apresentou o pedido nesta sexta-feira (22) ao Tribunal de Apelações do Circuito do Distrito de Columbia e também contestou medidas que determinam o compartilhamento de dados com concorrentes.

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O caso faz parte de uma disputa iniciada pelo Departamento de Justiça dos EUA em 2020. O governo acusou o Google de usar sua posição dominante para manter o controle sobre o mercado de buscas, principalmente por meio de acordos com empresas como Apple e Mozilla para que seu mecanismo fosse definido como opção padrão em smartphones e navegadores.

Google foi considerado como um monopólio no mercado de buscas online, e agora tenta recorrer da decisão – Imagem: PixieMe/Shutterstock

Google questiona decisão de juiz

Em 2024, o juiz distrital Amit P. Mehta concluiu que o Google violou leis antitruste ao firmar esses acordos. Posteriormente, o magistrado também determinou medidas para reduzir os impactos do monopólio identificado no processo.

Entre as decisões está a exigência de que o Google compartilhe parte dos dados usados em seu mecanismo de busca com concorrentes. Segundo o processo, isso pode beneficiar rivais como o Bing, da Microsoft, além de plataformas de inteligência artificial, incluindo o ChatGPT.

No recurso, o Google afirmou que Mehta aplicou de forma incorreta as leis antitruste ao considerar ilegais os acordos comerciais da empresa. A companhia também argumentou que o juiz extrapolou sua atuação ao impor medidas relacionadas ao compartilhamento de dados.

Disputa antitruste continua nos EUA

O Google classificou a decisão como “um erro básico de aplicação da lei antitruste” e afirmou que construiu um mecanismo de busca superior por meio de “trabalho árduo, inovação ousada e decisões de negócios inteligentes”.

As medidas determinadas pelo juiz ficaram abaixo do que o Departamento de Justiça buscava no processo. O governo defendia mudanças mais amplas, incluindo uma possível divisão do Google.

A disputa é uma das principais ações antitruste movidas contra gigantes de tecnologia na era moderna da internet. Além do caso envolvendo a busca do Google, o Departamento de Justiça dos EUA também processou a empresa em 2023 por suposto monopólio no setor de tecnologia publicitária. O governo venceu essa ação, e a decisão sobre as medidas corretivas ainda deve ser divulgada neste ano.

Ana Luiza Figueiredo

Ana Figueiredo é repórter de tecnologia do Olhar Digital. É formada em jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Olhar Digital por Ana Luiza Figueiredo