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Flávio Bolsonaro usou verba do Senado em viagem para encontro com Vorcaro

COMPARTILHAR0SigaSiga Google Discover Senado pagou viagem de Flávio Bolsonaro para reunião com dono do Banco Master/ Foto: Reprodução

O Senado Federal ressarciu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, por despesas de passagens aéreas relativas a uma viagem a São Paulo realizada em 29 de novembro de 2025. A agenda na capital paulista coincidiu com a data em que o parlamentar se reuniu com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

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De acordo com os dados oficiais extraídos do Portal da Transparência do Senado, o congressista fluminense solicitou o reembolso de dois bilhetes aéreos emitidos para o trecho entre Brasília e São Paulo, com ida e retorno efetuados no mesmo dia. A verba indenizatória autorizada pela diretoria financeira da Casa legislativa totalizou R$ 2.629,99.

A divulgação dos gastos públicos ocorre em um momento de desgaste político para o senador, motivado pela exposição de arquivos de áudio nos quais ele aparece cobrando aportes financeiros de Vorcaro. Os recursos seriam destinados ao financiamento do longa-metragem “Dark Horse”, obra cinematográfica de perfil biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Nesta terça-feira (19), Flávio Bolsonaro confirmou publicamente a realização da audiência com Daniel Vorcaro, detalhando que a reunião ocorreu após a primeira prisão do executivo, deflagrada no encerramento do ano passado. À época da conversa, o banqueiro já cumpria medidas cautelares restritivas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se ausentar do estado de São Paulo.

“Eu fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história. Se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo”, declarou o senador a jornalistas, logo após deixar uma reunião técnica com membros da bancada federal do PL.

O parlamentar sustenta a tese de que a interlocução com o empresário limitava-se ao patrocínio cultural do projeto audiovisual. “Qualquer contato meu com esta pessoa foi única e exclusivamente para tratar do filme do meu pai”, defendeu-se o pré-candidato.

Como estratégia de contenção de danos, Flávio informou ter notificado formalmente a produtora e o fundo de investimentos responsáveis pela gestão do filme “Dark Horse” para que apresentem uma prestação de contas detalhada e auditada de toda a produção no prazo de até 30 dias. O senador antecipou que eventuais receitas ou ativos vinculados a aportes feitos por empresas indicadas pelo dono do Banco Master serão colocados “à disposição das autoridades brasileiras”.

Em contrapartida, o congressista elevou o tom das críticas direcionadas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele passou a capitanear a coleta de assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional com a finalidade de esquadrinhar supostas fraudes financeiras atribuídas à gestão do Banco Master.

“É mais urgente do que nunca a CPMI do Banco Master. Vai ser a única forma de separar bandido de inocente”, asseverou o senador. Durante o pronunciamento, Flávio Bolsonaro também fez menção a reportagens veiculadas na imprensa escrita que sugerem a existência de canais de diálogo direto entre o presidente Lula e o banqueiro Daniel Vorcaro.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: ContilNet por Fhagner

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