O diretor institucional e regulatório da Comgás, Bruno Dalcolmo, afirmou que a apuração das circunstâncias que levaram à explosão de uma tubulação no bairro do Jaguaré vai revelar “o que deu errado”. Dezenas de casas foram atingidas na explosão que aconteceu na tarde de segunda-feira (11).
Moradores relataram ter sentido forte cheiro de gás, cerca de três horas antes do estrondo, que matou um homem de 49 anos e já condenou cinco imóveis à demolição. Outras três pessoas ficaram feridas.
Notícias relacionadas:Explosão em SP: 86 imóveis são liberados para retorno das famílias.Moradores sentiram cheiro de gás 3 horas antes da explosão no Jaguaré.Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (13), Dalcolmo disse que a Comgás tem “metas regulatórias muito claras” sobre atendimento em casos de emergência e que é uma empresa “de referência de segurança”.
No entanto, questionado se houve tentativa de evacuação dos imóveis no momento em que a equipe da Comgás atendia ao chamado no local, ele não respondeu.
“A nossa resposta à emergência, ela é bem mais rápida, inclusive, do que o tempo regulatório. Mas no caso específico [no Jaguaré], esse aspecto precisa ser colocado em conjunto com todos os demais que estão sendo apurados.”
Ele acrescentou que trata-se de um processo que precisa ser levado com extrema seriedade, com muito cuidado na identificação de todos os fatos: “Para que a gente consiga saber o que deu errado, porque naturalmente alguma coisa deu errado, apesar do cumprimento dos protocolos de segurança.”
“O momento de chamamento, o tempo de resposta, a atuação de todas as concessionárias, o papel de terceirizadas, a entrevista com os próprios moradores… Tudo isso e uma série de outros aspectos serão consolidados pelas autoridades para que a gente tenha um relatório robusto e que entregue não apenas o diagnóstico, mas também recomendações de melhoria de protocolos que naturalmente vão acontecer”, acrescentou.
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Marcação do solo
Houve ainda questionamento sobre mapeamento do solo antes da execução de obras naquela via. Dalcolmo afirmou que as empresas se alinham sempre antes de todas as operações, o que foi reiterado pela representante da Sabesp, a diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade da empresa, Samanta Souza, que também estava na coletiva de imprensa.
A diretora da Sabesp explicou que existe um manual de atuação quando há compartilhamento de solo nas cidades.
“Fizemos a marcação de solo, onde está uma rede, onde está a outra. Todo esse trabalho preliminar foi feito. A equipe da Sabesp e da Comgás atuavam aqui em parceria no local e por isso eu tô reforçando para vocês: estamos juntos antes, durante e depois.”
Samanta Souza não comentou se já houve alguma identificação de responsabilidades de cada empresa no incidente que levou à explosão.
Ressarcimento
Sabesp e Comgás estão disponibilizando auxílio emergencial de R$ 5 mil às famílias afetadas. Este valor não tem vínculo com o ressarcimento dos danos materiais aos imóveis que ainda serão realizados pelas duas empresas, conforme confirmado pelos representantes.
“Tanto Sabesp quanto Comgás, além dos R$ 5 mil e da disponibilização do aplicativo [de transporte], farão o ressarcimento dos danos materiais e das reformas e reconstruções dos imóveis”, disse Samanta.
O número de famílias beneficiadas pelo auxílio emergencial passou de 194, anunciado ontem, para um total de 232, conforme atualização na manhã de hoje. Além disso, segundo a diretora, equipes estão trabalhando na reforma dos imóveis classificados com placas verde ou amarelas, conforme a gravidade com que foram afetados.
“A gente está trabalhando integradamente antes, durante e depois do incidente. Estamos fazendo tudo que é possível, não há discussão em relação a valores, todos estamos conjuntamente resolvendo o problema das famílias. Depois, as divisões e etc, a gente vai trabalhar internamente depois que todas as famílias estiverem com seus problemas solucionados”, acrescentou a representante da Sabesp.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Agencia Brasil por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil
