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EUA testam robô inédito para consertar e reabastecer satélites em órbita

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A DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos EUA) prepara o lançamento do Robotic Servicing of Geosynchronous Satellites (RSGS), previsto para ocorrer ainda em 2026. O principal objetivo da missão é testar o reabastecimento e a manutenção de satélites em órbita distante, o que permitiria prolongar a vida útil dessas máquinas e mitigar os riscos de colisões com lixo espacial.

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Batizado de Mission Robotic Vehicle (MRV), o veículo integra a carga útil robótica da DARPA ao chassi da SpaceLogistics, subsidiária da Northrop Grumman. O projeto conta com a colaboração da NASA e do Laboratório de Pesquisa Naval dos EUA para validar a viabilidade comercial desse tipo de assistência espacial.

Os desafios e tecnologias que marcam a transição para infraestrutura espacial mais durável

O núcleo da missão consiste num conjunto de ferramentas robóticas desenvolvido pela DARPA. Esse sistema foi projetado para atuar em órbita executando atualizações, inspeções, correções de anomalias e reposicionamento de satélites. A intenção de longo prazo é que o veículo opere por anos no espaço, prestando assistência a dezenas de outras espaçonaves.

A operação ocorrerá na órbita geoestacionária (GEO), localizada a aproximadamente 35.786 quilômetros de altitude. Para você ter ideia, a região fica cerca de 90 vezes mais distante da Terra do que a Estação Espacial Internacional fica. A ISS fica na Órbita Baixa (LEO), a aproximadamente 400 km de altitude. 

O MRV totalmente integrado e equipado com a carga robótica da DARPA acoplada à espaçonave da SpaceLogistics – Imagem: Northrop Grumman

Na altitude da GEO, os satélites acompanham a rotação do planeta para monitoramento climático, defesa e telecomunicações. Mas atualmente existem poucas opções além do descarte quando o combustível deles acaba. A viagem do MRV, que usa propulsão elétrica, até essa zona levará cerca de dez meses. O início efetivo das atividades está previsto para 2027.

Anunciado originalmente em 2017, o programa RSGS enfrentou múltiplos atrasos no cronograma antes de alcançar a prontidão atual. A empresa contratada inicialmente, Maxar Technologies, abandonou o projeto em 2019, sendo sucedida pelos impactos da pandemia na cadeia de suprimentos global. Depois, a SpaceLogistics também enfrentou dificuldades técnicas na integração da carga útil da DARPA ao seu próprio veículo espacial.

Satélites em GEO custam centenas de milhões de dólares e duram cerca de 15 anos. “O programa RSGS é uma parceria público-privada para a próxima onda de manutenção de satélites”, afirmou o gerente do programa RSGS, James Shoemaker, em apresentação oficial da DARPA. “Esta próxima demonstração trata de provar a viabilidade comercial do serviço em órbita em GEO, criando uma capacidade que estará disponível tanto para a indústria comercial quanto para o governo dos EUA”, complementou o executivo.

A iniciativa do governo americano visa estabelecer novos padrões operacionais e enfrentar a concorrência de empresas privadas que também miram o setor de manutenção espacial, como Astroscale e Thales Alenia Space. “Ao transitar de um paradigma de ativos espaciais descartáveis para um de satélites sustentáveis, atualizáveis e resilientes, o RSGS visa alterar fundamentalmente as operações espaciais tanto para o setor público quanto para o privado”, destacaram oficiais do programa, em nota. Segundo o comunicado, o projeto está pronto para pavimentar o caminho rumo a uma infraestrutura mais durável no espaço.

Pedro Spadoni

Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba. Já escreveu para sites, revistas e jornal.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Olhar Digital por Pedro Spadoni

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