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Eduardo Bolsonaro defende custo de R$ 134 milhões para filme sobre o pai

COMPARTILHAR0SigaSiga Google Discover Parlamentar justificou valores ao citar a presença do ator americano Jim Caviezel e do diretor Cyrus Nowrasteh na equipe técnica/ Foto: Reprodução

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro defendeu o orçamento previsto para a produção do filme Dark Horse, obra cinematográfica inspirada na trajetória política e pessoal de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista concedida ao programa “Paulo Figueiredo Show” neste domingo (17), o parlamentar afirmou que os R$ 134 milhões estipulados para o projeto não devem ser considerados elevados quando confrontados com o mercado de entretenimento dos Estados Unidos.

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A manifestação pública do ex-deputado ocorre na esteira da divulgação de um arquivo de áudio no qual seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, cobra o repasse de parcelas de investimento financeiro do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O empresário do setor financeiro havia firmado compromisso contratual para injetar recursos no desenvolvimento do longa-metragem.

“É um filme que, para quem não conhece, vai pensar que é super caro. Não. Para os padrões de Hollywood, não. E ainda assim, o que eu sei é que não conseguiu se captar tudo aquilo que o projeto inicialmente previa”, argumentou Eduardo Bolsonaro durante a transmissão. “O valor não é exorbitante, é até barato para os padrões de Hollywood”, complementou.

Para justificar a planilha de custos da produção internacional, o político mencionou a contratação de profissionais da indústria cinematográfica norte-americana, como o cineasta Cyrus Nowrasteh, responsável pela direção do filme, e o ator Jim Caviezel, escolhido para interpretar o papel de Jair Bolsonaro. Caviezel ficou mundialmente conhecido por protagonizar o drama bíblico A Paixão de Cristo, dirigido por Mel Gibson em 2004. “Você não faz um filme de 50 mil dólares com o Jim Caviezel, pelo amor de Deus”, acrescentou Eduardo.

Contrato provisório e orçamento comparado

Apesar de documentos obtidos e divulgados pelo veículo jornalístico Intercept Brasil indicarem a assinatura de Eduardo Bolsonaro em papéis oficiais na condição de produtor-executivo do longa, o ex-parlamentar minimizou a validade dos registros, classificando o instrumento jurídico como “provisório e velho”. Ele também negou de forma categórica ter mantido agendas ou diálogos com o proprietário do Banco Master.

“Se houver conversas minhas com Vorcaro, parem de me seguir. Não há qualquer possibilidade. Não participei de nenhum encontro com ele, nem no contexto do filme”, declarou o ex-deputado aos seus apoiadores civis.

Mesmo com as dificuldades de captação integral mencionadas por Eduardo, Dark Horse já conta com um aporte garantido de ao menos R$ 61 milhões transferidos por Daniel Vorcaro. O patamar financeiro atual da obra supera com folga os custos consolidados de produções cinematográficas brasileiras de grande porte lançadas recentemente, como os longas O Agente Secreto e Ainda Estou Aqui, ambos listados em circuitos internacionais de premiação e cotados para o Oscar.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: ContilNet por Fhagner

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