A defesa do advogado Ruan de Mesquita Amorim se pronunciou nesta sexta-feira (8) sobre as declarações de que ele teria procurado a direção do Instituto São José antes do ataque a tiros registrado na última terça-feira (5), em Rio Branco. Em nota oficial, os advogados negaram que qualquer contato anterior tenha ocorrido entre Ruan e a instituição de ensino.

Em nota oficial, os advogados negaram que qualquer contato anterior tenha ocorrido entre Ruan e a instituição de ensino: Foto/Reprodução
O posicionamento foi divulgado após relatos apresentados durante entrevista ao programa Café com Notícias. Na ocasião, uma testemunha afirmou que o padrasto do adolescente de 13 anos apontado como autor dos disparos teria ido até a escola dias antes do atentado para reclamar de supostos casos de bullying sofridos pelo enteado.
Segundo o relato, a servidora Raquel Sales — uma das vítimas fatais do ataque — teria contado que Ruan afirmou que, caso a situação não fosse resolvida pela escola, ele “resolveria sozinho”. Ainda conforme a testemunha, o advogado também teria declarado que, pelo fato de o adolescente ser menor de idade, “não daria em nada”.
Em resposta às acusações, o advogado Antônio Freitas Ferreira Coelho, responsável pela defesa, afirmou que Ruan “jamais compareceu anteriormente às dependências da instituição” e que nunca manteve qualquer tipo de contato com direção, coordenação ou funcionários do colégio.
A nota sustenta ainda que a única vez em que Ruan esteve presencialmente no Instituto São José ocorreu no próprio dia do atentado. A defesa afirma também que “inexiste qualquer registro legítimo de visitas, reuniões, advertências ou comunicações anteriores envolvendo sua pessoa”.
Os advogados alegam que Ruan nunca teve conhecimento de supostos episódios de bullying envolvendo o adolescente e, por esse motivo, não teria realizado reclamações, ameaças ou qualquer tipo de intimidação contra integrantes da escola.
O documento acrescenta que eventuais dúvidas podem ser esclarecidas por meio da análise das imagens das câmeras de segurança e dos registros de acesso da instituição. Segundo a defesa, caso exista alguma anotação utilizando o nome de Ruan em registros anteriores da escola, isso teria ocorrido sem autorização ou conhecimento dele.
O ataque aconteceu dentro do Instituto São José e terminou com a morte das servidoras Alzenir Pereira da Silva e Raquel Sales, que tentaram proteger estudantes e funcionários durante os disparos.
Além das duas vítimas fatais, uma funcionária atingida no pé e uma estudante de 11 anos baleada na perna ficaram feridas. Ambas passaram por atendimento médico e já receberam alta hospitalar.
A Polícia Civil continua investigando o caso.
Confira a nota na íntegra
“Em razão das informações divulgadas nesta reportagem, a defesa vem a público esclarecer que o senhor Ruan de Mesquita Amorim jamais compareceu anteriormente às dependências da instituição de ensino mencionada — no caso, o Instituto São José — tampouco manteve qualquer contato com servidoras, direção, coordenação ou quaisquer funcionários da escola.
Esclarece ainda que a única ocasião em que esteve fisicamente no colégio ocorreu no fatídico dia dos acontecimentos, e inexiste qualquer registro legítimo de visitas, reuniões, advertências ou comunicações anteriores envolvendo sua pessoa.
O senhor Ruan de Mesquita Amorim também nunca teve conhecimento de supostos episódios de bullying envolvendo o adolescente, razão pela qual jamais realizou reclamações, ameaças ou intimidações contra qualquer integrante da instituição escolar, conforme equivocadamente sugerido em manifestações atribuídas à escola.
A defesa ressalta que tal narrativa pode ser facilmente afastada por meio da análise dos circuitos externos e internos de segurança da instituição, bem como pelos registros formais de acesso e identificação de visitantes. Caso exista qualquer anotação, menção ou cadastro contendo o nome do senhor Ruan de Mesquita Amorim em registros escolares pretéritos, desde já se esclarece que eventual utilização de seu nome por terceiros ocorreu sem seu conhecimento, autorização ou participação.
O senhor Ruan de Mesquita Amorim permanece integralmente à disposição das autoridades competentes, colaborando com as investigações e confiando plenamente na apuração técnica, imparcial e responsável dos fatos. A defesa reafirma seu compromisso com a verdade, com o devido processo legal e com o esclarecimento completo dos acontecimentos.”
