Juruá Informativo

Dados da Sesacre apontam preocupação com avanço de doenças respiratórias em crianças

O mais recente Boletim de Síndromes Respiratórias divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), no último dia 15 de maio, revelou que o estado registrou 26 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) até a Semana Epidemiológica 17.

Dados da Sesacre mostram que mais de um terço das mortes por SRAG neste ano ocorreu entre crianças na primeira infância.: Foto/Reprodução

Apesar da redução no número de óbitos em comparação ao mesmo período do ano anterior, com queda de 58%, os dados acenderam um alerta entre as autoridades de saúde devido ao alto impacto da doença entre crianças.

Segundo o levantamento, a maior incidência de mortes em 2026 foi registrada justamente na faixa etária infantil. Das 26 mortes contabilizadas, nove ocorreram entre crianças de 0 a 9 anos.

O boletim detalha que quatro vítimas tinham menos de 2 anos de idade, duas estavam na faixa entre 2 e 4 anos, enquanto outras três tinham entre 5 e 9 anos.

As informações divulgadas pela Sesacre apontam que mais de um terço das mortes provocadas por SRAG neste ano ocorreu na primeira infância, o que reforça a preocupação das autoridades sanitárias com a circulação de vírus respiratórios no estado.

O documento também mostra que o Acre permanece em nível de alerta. Entre as unidades hospitalares com maior número de internações e notificações de SRAG estão o Hospital Regional do Juruá, o Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva e o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb).

Outro ponto que preocupa é a baixa cobertura vacinal dos grupos prioritários. Dados da Sesacre indicam que crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos acima de 60 anos seguem abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, que varia entre 90% e 95%.

Entre os grupos analisados, as gestantes apresentam o melhor índice de vacinação, com cobertura de 54,6%. Já entre as crianças de 6 meses a menores de 6 anos, a cobertura vacinal contra influenza é de apenas 35,53%.

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