Juruá Informativo

Cruzeiro do Sul está entre cidades do Acre monitoradas por alta do Vírus Sincicial Respiratório

O Acre acendeu o sinal de alerta para o avanço das doenças respiratórias em 2026. Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) mostram que o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) passou a liderar os casos de internação por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado, ultrapassando outros vírus respiratórios.

Segundo o documento, o número de internações começou a crescer de forma expressiva logo nas primeiras semanas de 2026: Foto/Ilustrativa

As informações fazem parte do Boletim Semanal de Síndromes Respiratórias, elaborado com base nas primeiras 17 semanas epidemiológicas do ano.

Segundo o documento, o número de internações começou a crescer de forma expressiva logo nas primeiras semanas de 2026, com aumento mais intenso a partir da Semana Epidemiológica 02. O maior pico ocorreu na Semana 09, em março, quando 81 casos graves foram registrados em apenas sete dias.

“No ano atual os dados mostram aumento significativo das internações por SRAG, a partir da Semana epidemiológica 02, início de oscilações no número das notificações com maior pico registrado na SE-09, mês de março, com 81 casos. As notificações seguem em alta em relação aos anos anteriores, no mesmo período analisado, com base nesses dados temos um cenário de alerta contínuo para as unidades de internação do estado”, destaca o boletim.

Além do VSR, os vírus Rinovírus e Influenza A também aparecem entre os principais responsáveis pelo aumento das hospitalizações no Acre.

As análises foram realizadas a partir das coletas feitas nas quatro unidades sentinelas do estado: UPA do 2º Distrito, em Rio Branco; Hospital Raimundo Chaar, em Brasiléia; UPA Jacques Pereira, em Cruzeiro do Sul; e UBS Maria de Fátima, em Plácido de Castro.

De acordo com a Sesacre, o cenário preocupa principalmente por afetar crianças pequenas e idosos, grupos considerados mais vulneráveis às complicações respiratórias.

“O crescimento nas internações, por influenza A e VRS, mostra que o estado atingiu nível de alerta, no indicador geral de SRAG, principalmente nas hospitalizações de crianças pequenas”, informa o relatório.

O boletim também chama atenção para a baixa circulação do coronavírus em comparação aos demais vírus respiratórios neste início de ano.

“Cenário atípico pós pandemia. Possivelmente influenciado por variações climáticas ou novos padrões de circulação viral. Este é um dado crítico, pois o VSR é uma das principais causas de hospitalização em crianças pequenas e idosos, exigindo atenção redobrada das unidades de saúde neste início de ano”, conclui o documento.

Sair da versão mobile