Juruá Informativo

Caso Instituto São José: padrasto se pronuncia pela primeira vez sobre visita à escola antes do atentado

Ruan Mesquita, padrasto do adolescente de 13 anos envolvido no ataque a tiros dentro de uma escola de Rio Branco, negou ter procurado anteriormente a unidade de ensino para reclamar de supostos episódios de bullying sofridos pelo menor.

Segundo Ruan, ele retornou à delegacia para prestar novos esclarecimentos e reforçar sua versão sobre o caso: Foto/Reprodução

A declaração foi feita em um vídeo divulgado nesta sexta-feira (8), após a circulação de informações apontando que ele teria ido à escola dias antes do atentado para cobrar providências da direção e feito ameaças caso nenhuma medida fosse adotada.

“Eu rechaço essa informação. Nunca estive presente naquele local, nunca compareci à escola”, afirmou.

Segundo Ruan, ele retornou à delegacia para prestar novos esclarecimentos e reforçar sua versão sobre o caso.

Durante o pronunciamento, ele também alegou que não possuía autoridade para tratar oficialmente de questões ligadas à vida escolar do adolescente.

“Essa atribuição compete à mãe ou ao pai, e não a mim. Então, nunca compareci à escola em qualquer situação referente à vida escolar do menor”, declarou.

O padrasto ainda classificou como falsas as acusações de que teria feito ameaças ou pressionado a instituição por conta de possíveis situações de bullying envolvendo o estudante.

“O que me assusta é essa vinculação à minha pessoa, sendo que eu jamais teria legitimidade de comparecer à escola para fazer tais cobranças”, disse.

Ruan afirmou acreditar que imagens das câmeras de segurança da escola poderão ajudar a comprovar sua versão dos fatos.

O caso ganhou grande repercussão após o adolescente entrar armado na escola e efetuar disparos contra duas inspetoras da instituição.

Conforme as primeiras investigações da Polícia Civil, a arma utilizada no ataque pertenceria ao próprio padrasto. Agora, os investigadores tentam esclarecer de que forma o menor teve acesso ao armamento e se houve falha no armazenamento da arma dentro da residência.

O episódio segue sob investigação das autoridades.

 

Sair da versão mobile