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Caso Ana Lídia vai virar filme de suspense gravado em Brasília

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SigaGoogle DiscoverDivulgação/ Isabele Luise1 de 1 Cena do filme Cerrado Seco – Metrópoles
– Foto: Divulgação/ Isabele Luise

O emblemático caso brasiliense da menina Ana Lídia Braga vai ganhar um filme ficcional, baseado no sequestro e assassinato da criança de 7 anos. Cerrado Seco, gravado na capital federal, mergulha em uma narrativa de suspense psicológico, reconstruindo o impacto do caso sobre a família e a sociedade ao longo do tempo.

Veja a entrevista completa:

Dirigido por Bruno Caldas e protagonizado por Rafa Vitti e João Vitti,  o thriller se propõe a revelar como o passado enterrado de uma elite pode transformar vítimas em suspeitos e a verdade em perigo.

Relembre o crime

O assassinato de Ana Lídia é considerado até hoje um dos crimes mais emblemáticos e também mais misteriosos da história de Brasília.
Mais de 50 anos depois, o caso continua sem respostas definitivas, sem condenados e cercado de dúvidas que atravessaram gerações.
Tudo começou em 11 de setembro de 1973, em plena ditadura militar. Ana Lídia tinha apenas 7 anos quando desapareceu após ser deixada pelos pais em uma escola da Asa Norte, no Plano Piloto.
Testemunhas afirmaram que a menina foi vista saindo do colégio acompanhada por um homem desconhecido.
O que parecia inicialmente um sequestro rapidamente se transformou em um dos episódios mais brutais da história da capital. Apenas 22 horas depois, o corpo da criança foi encontrado em uma área de cerrado próxima à Universidade de Brasília.
A investigação mobilizou a cidade, levantou suspeitas envolvendo tráfico de drogas, filhos de famílias influentes e até possíveis interferências políticas.

Em conversa com o Metrópoles, João Vitti e Bruno Caldas comentaram o processo de produção do longa. Interpretando a versão mais velha de Claudio — personagem vivido por seu filho, Rafa Vitti, na juventude —, o ator afirmou que o filme busca “caminhos para essa história onde a Justiça se faça presente”.

“Eu não conhecia a história da Ana Lídia da forma como passei a conhecer depois de ler o roteiro. O caso me impressionou bastante pela maneira como aconteceu, pela necessidade de encontrar um sentido para isso. E não deixar que exista esse silenciamento, esse apagamento. Cinquenta anos depois, a gente continua vendo esse tipo de situação acontecer e se repetir“, opinou.

“Na nossa história, a gente tem um personagem que vai fazer justiça. Se é a melhor forma de fazer justiça, aí vai do público que vai assistir”, completou.
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Rafa Vitti é protagonista do filme Cerrado Seco

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O filme aborda o assassinato da menina Ana Lídia, um dos crimes mais emblemáticos de Brasília

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Marcela Burns vive a criança

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O filme teve Brasília como cenário

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Elenco do longa

Divulgação/ Isabele Luise

Contato com a família de Ana Lídia

Já Bruno Caldas deixou claro que não teve contato com a família de Ana Lídia para dirigir o filme. Ele optou, assim como informou para a reportagem, respeitar a família e dar liberdade para sua criatividade.

“Eu não tive a oportunidade de conversar com a família a respeito. Eu acho que até por um processo de respeito e até para minha liberdade criativa, para poder ter um caminhar sem estar atrelado muito aos fatos que eu não conheço. Eu preferi manter uma certa distância para até preservar a família desse processo”, finaliza.

O filme teve suas filmagens finalizadas no último sábado (16/5) e ainda não tem data oficial de estreia.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Metrópoles

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