O governo da Bolívia confirmou a existência de quatro casos de hantavírus em municípios localizados na região de fronteira com a Argentina. A confirmação foi divulgada nesta segunda-feira (11) pelo Serviço Departamental de Saúde de Tarija (SEDES), que decidiu emitir um alerta epidemiológico após os exames laboratoriais apontarem resultado positivo para a doença.

Especialistas em saúde também alertam para o risco de transmissão entre pessoas em algumas variantes do vírus: Foto/Reprodução
De acordo com as autoridades bolivianas, os registros ocorreram nas cidades de Bermejo, Yacuiba e Padcaya, no sul do país. Por estarem próximas ao território argentino, as ocorrências acenderam um sinal de atenção entre os órgãos de vigilância sanitária da região.
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com secreções de roedores contaminados, como urina, saliva e fezes. Nos primeiros dias, os sintomas podem ser confundidos com uma gripe comum, incluindo febre, dores musculares e sensação de mal-estar. No entanto, a doença pode evoluir rapidamente e provocar graves complicações pulmonares e renais.
Especialistas em saúde também alertam para o risco de transmissão entre pessoas em algumas variantes do vírus, como a cepa Andes. Até o momento, não há vacina nem tratamento antiviral específico para combater a infecção, considerada altamente letal.
O tema ganhou repercussão internacional após um episódio envolvendo o navio de cruzeiro MV Hondius, que deixou a Argentina no começo de abril. Segundo informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), passageiros e integrantes da tripulação apresentaram sintomas da doença durante a viagem.
Dados das autoridades internacionais apontam que três pessoas morreram após confirmação de hantavírus. A embarcação chegou a permanecer temporariamente atracada na Espanha, onde foi realizada uma operação de resgate e repatriação.
Depois do caso, países como Espanha, Estados Unidos, Holanda, França, Singapura e África do Sul passaram a intensificar o monitoramento de possíveis casos ligados ao vírus.
Na América do Sul, Argentina e Chile convivem com registros considerados endêmicos da doença. Já no Brasil, autoridades sanitárias contabilizaram oito casos de hantavírus em 2026, incluindo uma morte confirmada em Minas Gerais.
Entre as principais orientações das autoridades de saúde estão evitar contato com locais fechados que possam ter infestação de roedores e reforçar a limpeza de depósitos, galpões e áreas rurais. O uso de máscaras e luvas durante a higienização desses ambientes também é recomendado para diminuir os riscos de contaminação.
Informações Metrópoles
