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Ataque em escola: psiquiatra avalia comportamento de jovem e levanta hipótese de premeditação

A repercussão do ataque a tiros no Instituto São José, em Rio Branco, que resultou na morte de duas funcionárias, continua mobilizando debates em todo o país. Nesta quarta-feira (6), a psiquiatra e escritora Ana Beatriz Barbosa, reconhecida nacionalmente por obras voltadas à saúde mental, também comentou o caso.

A psiquiatra também destacou que o comportamento após o ataque merece atenção: Foto/Reprodução

Na avaliação da especialista, a conduta do adolescente de 13 anos, desde o momento em que entrou armado na escola até a decisão de se apresentar espontaneamente em um quartel da Polícia Militar, indica sinais de possível planejamento, afastando a hipótese de uma ação puramente impulsiva.

De acordo com a análise, elementos como o uso de mais de um carregador de munição, a definição de alvos e a atitude de se entregar após o crime sugerem uma sequência de decisões organizadas. “Você não sai de casa com múltiplos carregadores em um surto. Isso sugere intenção e planejamento”, afirmou.

A psiquiatra também destacou que o comportamento após o ataque merece atenção. Segundo ela, a entrega voluntária pode representar, em determinados casos, o desfecho de um plano previamente estruturado, e não necessariamente um indicativo imediato de arrependimento.

“Cada etapa daquele dia foi uma escolha. Abrir o cofre. Pegar a arma. Escolher tres carregadores. Entrar fardado. Atirar na cabeca de duas mulheres. Caminhar ate o quartel e se entregar”.

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