A governadora do Acre, Mailza Assis, falou pela primeira vez sobre os rumores de desgaste na relação política entre o governo estadual e o PL, legenda liderada no estado pelo senador Márcio Bittar. Durante entrevista concedida ao podcast Em Cena, do ContilNet, nesta quarta-feira (20), ela afirmou que as conversas entre os grupos seguem acontecendo e destacou a importância da manutenção da aliança visando as eleições de 2026.

A governadora afirmou que a aproximação entre PP, União Brasil e PL vem sendo construída há bastante tempo: Foto/Reprodução
Ao ser questionada sobre a relação com Bittar e sobre a possibilidade de o senador continuar sendo o nome do grupo para disputar a segunda vaga ao Senado, Mailza ressaltou que busca fortalecer a base aliada e ampliar o número de apoios políticos.
“O diálogo precisa acontecer e bem antes já vem acontecendo e a nossa aliança precisa ser forte. E eu não posso dispensar apoio de nenhum grupo e nem tirar o sonho de quem quer ser candidato. Quer ser candidato, quer estar na sua aliança, quer me apoiar, bem-vindo”, declarou.
A governadora também afirmou que a aproximação entre PP, União Brasil e PL vem sendo construída há bastante tempo, inclusive com participação direta do governador Gladson Cameli.
“Há mais de um ano atrás, já fez várias declarações de que o nosso senador segundo seria o Márcio Bittar, que a gente gostaria muito do PL na nossa chapa”, afirmou.
Segundo Mailza, a união entre os partidos faz parte de uma estratégia articulada nacionalmente e reproduzida nos estados e municípios.
“Essa composição PP e União Brasil, nacional, e a união com o PL também, é nacional. Em poucos lugares não estão unidos. Toda essa formação foi pensada lá no âmbito nacional e decidida e fortalecida aqui nos municípios”, disse.
As declarações acontecem após críticas públicas feitas por Márcio Bittar, que acusou integrantes ligados ao governo estadual de atuarem para enfraquecer a formação das chapas do PL durante o período da janela partidária.
Em entrevista ao ContilNet concedida no último dia 7, o senador afirmou que grupos ligados à governadora, ao ex-prefeito de Rio Branco Tião Bocalom e ao senador Alan Rick teriam dificultado a estruturação do partido no Acre.
“O governo fazer o que fez na reta final, aí é estranho, porque eu havia declarado a manutenção da aliança com o PP e com o União Brasil”, declarou Bittar na ocasião.
Mesmo após as críticas, o senador reforçou que o PL continua defendendo a permanência da aliança com o grupo governista, embora considere necessário um “reajuste” na relação política entre os partidos.