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Vítima do césio-137 em Goiânia teve braço amputado como na série?

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SigaGoogle DiscoverReprodução1 de 1 História de Roberto foi retratada na série Emergência Radioativa, da Netflix
– Foto: Reprodução

Quase quatro décadas depois, o acidente com césio-137 em Goiânia voltou ao centro das atenções com Emergência Radioativa, série da Netflix lançada no mês passado. A produção revisita a tragédia de 1987 —  o maior desastre radioativo do mundo fora de uma instalação nuclear  — e recria a história a partir de personagens inspirados em pessoas reais.

Uma das cenas que mais chocou o público é a amputação de um dos personagens. Mas isso realmente aconteceu?

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A resposta é sim. Roberto Santos Alves — um dos responsáveis por retirar e levar para casa a cápsula de césio abandonada no Instituto Goiano de Radioterapia — teve o antebraço direito amputado no dia 14 de outubro de 1987.

A cirurgia durou uma hora e trinta minutos e foi realizada com sucesso, dizia o boletim médico divulgado pelo Serviço de Relações Públicas do 1º Distrito Naval, publicado no Jornal do Brasil do dia seguinte.

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Manchete do Jornal do Brasil sobre a tragédia

Reprodução2 de 24

Demolição do Ferro Velho onde cápsula de Césio-137 foi aberta pela 1ª vez

Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica3 de 24

Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137

Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica4 de 24

Leide das Neves, que inspirou a história de Celeste, personagem de Emergência Radioativa. Ela morreu cerca de 1 mês após contato com o Césio-137

Reprodução/TV Anhanguera5 de 24

Menina de 6 anos foi uma das quatro pessoas que morreram por causa da contaminação com o material radioativo, há quase 40 anos, em Goiânia

Reprodução/TV Anhanguera6 de 24

Cápsula de onde saiu o Césio-137 que causou desastre em Goiânia

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)7 de 24

Assim como mostrado na série, recipiente com Césio-137 ficou dias em uma cadeira na Vigilância Sanitária

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)8 de 24

Manejo do recipiente com Césio-137 na Vigilância Sanitária

Reprodução/ Livro Césio 137 – 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia 9 de 24

Maria Gabriela, tia de Leide e esposa de Devair Alves Ferreira, dono do ferro velho onde a cápsula de Césio foi aberta

Arquivo/Polícia Federal10 de 24

Milhares de pessoas precisaram medir seus níveis de radioatividade

Reprodução/ Livro Césio 137 – 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia 11 de 24

Velório das vítimas

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)12 de 24

Radiolesão provocada pelo Césio-137 em Goiânia

Reprodução/ Livro Césio 137 – 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia 13 de 24

Vítima do acidente se despede de parentes enquanto é levada para tratamento no Rio de Janeiro (RJ)

Reprodução/ Livro Césio 137 – 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia 14 de 24

Equipe médica do HGG que cuidou das vítimas do Césio-137

Reprodução/ Livro Césio 137 – 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia 15 de 24

Local onde rejeitos do Césio foram depositados

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Leide das Neves Ferreira tornou-se a vítima símbolo da tragédia. Ela tinha apenas 6 anos de idade

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Israel Batista trabalhava no ferro velho de Devair e manuseou, no local, a cápsula de Césio

Vinícius Schmidt/Metrópoles18 de 24

Maria Gabriela, tia de Leide das Neves, também morreu. Ela e a sobrinha foram enterradas no mesmo dia, em Goiânia

Vinícius Schmidt/Metrópoles19 de 24

Vítimas que morreram foram enterradas em túmulos especiais, com concreto reforçado

Vinícius Schmidt/Metrópoles20 de 24

Segundo lote concretado, no Setor Aeroporto, em Goiânia, onde ficava o ferro velho do Devair, que comprou as peças do aparelho que continha Césio

Vinícius Schmidt/Metrópoles21 de 24

Técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) fazem monitoramento periódico no local

Vinícius Schmidt/Metrópoles22 de 24

Atualmente o terreno pertence ao estado e é monitorado para que não haja qualquer intervenção no local

Vinícius Schmidt/Metrópoles23 de 24

Terreno isolado por concreto especial, no centro de Goiânia, onde ficava a casa de um dos atingidos pelo Césio-137

Vinícius Schmidt/Metrópoles24 de 24

Lote na Rua 57, no Centro de Goiânia, onde ficava a casa de um dos homens que coletou o aparelho abandonando contendo a cápsula de Césio em 13 de setembro de 1987

Vinícius Schmidt/Metrópoles

A reportagem também informava que o procedimento foi realizado após o braço de Roberto gangrenar — que é quando o tecido entra em necrose por falta de irrigação sanguínea. No caso de Roberto, a gangrena foi provocada diretamente pela ação do césio-137 sobre o organismo: a radiação ulcerou a região em contato com o material, comprometendo os vasos responsáveis pelo fluxo sanguíneo local.

A decisão pela amputação foi tomada pelos médicos do Hospital Marcílio Dias após a análise de um exame de cintilografia por hemácias marcadas, que mede o grau de comprometimento vascular, ou seja, até que ponto os vasos sanguíneos da região ainda funcionavam. O resultado indicou dano irreversível.

Roberto trabalhava junto com Wagner Pereira quando os dois encontraram o equipamento de radioterapia abandonado e, sem saber do que se tratava, o levaram para um ferro-velho de Devair Ferreira.

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Fonte: Metropoles

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