Suzane von Richthofen rompe silêncio sobre assassinato dos pais

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– Foto: Reprodução/Internet.

Após a grande repercussão da série Tremembé, Suzane von Richthofen decidiu falar sobre o seu passado e o assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen. Ela concedeu entrevista sobre o assunto para um futuro documentário da Netflix sobre o crime, que rendeu condenação de 39 anos de prisão para a parricida.

O longa-metragem não tem data de lançamento pela Netflix e foi revelado por Ullisses Campbell na coluna True Crime. Segundo ele, Suzane topou contar a sua versão dos fatos desde a infância até o crime emblemático, dando sua visão da história sobre a relação com os parentes.

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Em 31 de outubro de 2002, Suzane, então com 19 anos, planejou o assassinato dos próprios pais, Manfred von Richthofen e Marísia von Richthofen, dentro da casa da família, em São Paulo.

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Ela teve a ajuda do namorado, Daniel Cravinhos, e do irmão dele, Christian Cravinhos. Enquanto Suzane sabia que os pais estavam em casa, Daniel e Christian entraram na residência e os mataram de forma violenta.

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Depois do crime, Suzane ajudou a encenar um assalto para despistar a polícia. No início, o caso foi tratado como latrocínio, mas inconsistências nos depoimentos e nas provas levaram à descoberta do envolvimento dela.

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Em 2006, ela e os irmãos Cravinhos foram julgados e condenados.

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Suzane e Daniel receberam 39 anos de prisão. Christian foi condenado a 38 anos.

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O principal motivo apontado foi o relacionamento de Suzane com Daniel, que não era aceito pelos pais, além de interesse financeiro na herança.

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Em 2015, ela passou para o regime semiaberto e recebeu progressão para regime aberto em 2023.

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Hoje, Suzane vive fora da prisão, mantendo uma vida discreta. Ela se casou, teve filho e chegou a cursar faculdade.

Reprodução/Redes sociais

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Suzane diz que a casa que vivia com os pais, palco do assassinato, era um ambiente sem afeto e marcado por cobranças, principalmente por parte do pai. Segundo Ullisses, ela diz:

“Meu pai era zero afeto. Minha mãe ainda tinha um pouco. Volta e meia ela pegava a gente no colo. Mas era muito de vez em quando”.

Ela ainda conta ter visto o pai enforcar a mãe: “Eu era criança. Meus pais botavam a gente pra dormir muito cedo. Ouvi uma discussão e desci pra ver o que era. Eu vi meu pai enforcando a minha mãe contra a parede. Foi horrível”.

A parricida também fala, no documentário, sobre a relação com Daniel e Christian Cravinhos. Ela garante que não teve relação com o planejamento do crime, mas reconhece: “A culpa é minha. Claro que é minha”. A produção aborda ainda a vida atual com o novo marido, Felipe Muniz, e o filho.

Regime aberto

Depois de passar 20 anos atrás das grades, a herdeira conquistou na Justiça direito à progressão da pena e, desde janeiro de 2023, cumpre o resto da sentença em regime aberto.

A autorização para terminar de cumprir a pena de 34 anos e 4 meses em liberdade veio após cinco anos de tentativas de Suzane com a Justiça. Antes disso, ela cumpria a sentença em regime semiaberto. Durante este período, porém, a assassina teve uma série de complicações com as autoridades.

Pelas redes sociais, ela conheceu o médico Felipe Zecchini Muniz em 2023, mesmo ano em que deixou o presídio. Em pouco tempo de relacionamento, o casal oficializou a união e se mudou para a casa do dele em Bragança Paulista. Ao se casar, ela assumiu um novo nome: Suzane Louise Magnani Muniz, adicionando o segundo nome que usava desde a época do regime semiaberto, o sobrenome da avó materna e o sobrenome do marido.

O casal deu à luz ao primeiro filho em 2024. Além da filha com a criminosa, Felipe tem ainda outras três filhas do antigo casamento. 

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Fonte: Metropoles