
A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) publicou uma nota técnica determinando reforço imediato na fiscalização da água consumida pela população e cobrando resposta rápida dos municípios quando forem identificadas irregularidades no abastecimento.
Pelas novas orientações, sempre que análises apontarem água fora dos padrões de potabilidade, as prefeituras deverão avisar imediatamente os moradores, informar os riscos à saúde e orientar quais medidas devem ser adotadas.
Além do comunicado público, os municípios também terão de notificar órgãos reguladores, exigir plano de correção dos responsáveis pelo abastecimento e ampliar o número de testes laboratoriais, com aumento da frequência de coleta de amostras.
A medida vale para sistemas tradicionais de abastecimento, soluções alternativas coletivas e até fornecimento por carro-pipa, segundo o documento.
Risco à saúde pública
A Sesacre destaca que problemas na qualidade da água podem desencadear eventos de saúde pública, como surtos e outras ocorrências sanitárias, exigindo ação imediata das autoridades.
Entre as medidas previstas estão:
- comunicação rápida à população;
- intensificação da vigilância sanitária;
- mais coletas e monitoramento;
- exigência de medidas corretivas;
- acompanhamento técnico até regularização.
O reforço na fiscalização ocorre em meio a desafios históricos no setor. Dados recentes apontam que o Acre ainda enfrenta perdas elevadas na distribuição de água tratada, o que impacta diretamente o abastecimento em vários municípios.
Com a nova nota técnica, a Sesacre tenta padronizar as ações e evitar demora na resposta quando houver suspeita de água imprópria para consumo.
Em caso de alteração na cor, cheiro ou sabor da água, especialistas recomendam procurar imediatamente a concessionária local ou a Vigilância Sanitária do município e aguardar orientações oficiais sobre o consumo.