Página inicialEntretenimentoCinema
Compartilhar notícia
SigaGoogle DiscoverDivulgação1 de 1 Cena do filme Ruas da Glória
– Foto: Divulgação
O diretor carioca Felipe Sholl, um dos roteiristas de Manas (2024), se mudou para São Paulo em 2010. Nos anos seguintes, enquanto atravessava o luto pela perda do pai, viveu uma jornada íntima marcada pelo uso de drogas e envolvimento com garotos de programa. Esse período inspirou Ruas da Glória, que chegou aos cinemas nessa quinta-feira (2/4).
7 imagensFechar modal.1 de 7
Em Ruas da Glória, um encontro muda tudo na vida de Gabriel, vivido por Caio Macedo
Divulgação2 de 7
Em Ruas da Glória, os bairros cariocas ajudam a contar o drama
Divulgação3 de 7
Ruas da Glória trata do uso de drogas na noite carioca
Divulgação4 de 7
Ruas da Glória mergulha em uma história de amor e autodestruição
Divulgação5 de 7
Em Ruas da Glória, paixão e excessos caminham lado a lado
Divulgação6 de 7
Ruas da Glória recria a atmosfera de bairros bohemios do Rio de Janeiro
Divulgação7 de 7
Ruas da Glória retrata um romance que rapidamente vira obsessão
Divulgação
No longa, a rua paulista Bento Freitas se transforma nas regiões cariocas da Glória, Lapa e Cinelândia. O jovem professor Gabriel (Caio Macedo) se muda para a cidade enquanto lida com a perda da avó. Ao chegar, conhece Adriano (Alejandro Claveaux), um garoto de programa uruguaio, com quem vive uma paixão arrebatadora que rapidamente se transforma em obsessão.
Leia também
Cinema
Filme sobre Nossa Senhora Aparecida é dica para Semana Santa
Cinema
Kristen Stewart mergulha em história real em seu 1º filme como diretora
Cinema
Super Mario Galaxy estreia nos cinemas: veja o que esperar do filme
Cinema
Wagner Moura pode estrelar filme de vampiros com atriz de Crepúsculo
Para Sholl, transportar um momento tão delicado da própria vida para as telas se tornou o “roteiro mais difícil” de sua vida. Assim como no filme, o roteirista sentiu as relações e emoções serem intensificadas pelo uso de drogas.
“Ruas da Glória é inspirado na minha vida”, confessa. “Eu estava bebendo, eu estava cheirando. Eu morava no centrão de São Paulo, onde trabalham esses garotos de programa. Então, eu convivi muito com eles. O filme é baseado na minha jornada emocional nessa época, mas também nas histórias de vida que eu ouvi desses caras que trabalhavam com prostituição.”
Em Ruas da Glória, Felipe Sholl transforma vivências pessoais em ficção
Adriano, o impulsivo uruguaio que vende o corpo para sobreviver no Brasil, não foi inspirado em uma única pessoa. O personagem resulta de uma mistura de várias paixões vividas por Sholl, descritas por ele como “muito intensas e muito tóxicas”.
“Nessa época, que eu estava muito vulnerável, eu tive muitos Adrianos. Toda semana, era uma paixão avassaladora diferente. As drogas fazem tudo parecer também mais intenso, mais emocionante. Então, o Adriano é uma mistura de várias relações que eu tive muito intensas e muito tóxicas”, declara.
A dimensão pessoal do filme não atingiu apenas o diretor. O protagonista Caio Macedo perdeu o pai na fase de testes de elenco. A perda serviu de base para o personagem Gabriel, que enfrenta a morte da avó, um refúgio diante da homofobia da família.
“Eu fui uma pessoa criada por avó, então até isso me aproxima do personagem”, reflete. “Eu também tinha perdido meu pai no final dos testes para o início da gravação e era impossível não me colocar na obra, naquele personagem que eu estava investigando.”
Em Ruas da Glória, Gabriel e Adriano vivem uma relação intensa
A nacionalidade de Adriano não foi escolhida por acaso. Assim como o personagem, o ator Alejandro Claveaux tem pais uruguaios. Na tela, ele incorporou o sotaque riverense que a mãe mantém há décadas no Brasil. “É confortável falar desse jeito para mim”, comenta.
O ator também foi atravessado pela perda recente do pai, que imigrou para o Brasil e enfrentou grandes desafios até se estabelecer no país. Alejandro conecta a solidão do personagem às experiências vividas pela família ao deixar o Uruguai.
“A vida do imigrante é muito difícil, ainda mais no começo, mas no caso do Adriano, ele começou a trabalhar com sexo para tentar sobreviver, para tentar se encaixar”, diz. “Então traz para mim essa memória familiar de ver sempre meu pai perdendo tudo e não ter ninguém para ajudar.”
Ruas da Glória tem classificação indicativa para maiores de 18 anos.
Assista ao trailer de Ruas da Glória:
Fique por dentro!
Receba notícias de Entretenimento/Celebridades no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal de notícias do Metrópoles no WhatsApp.
Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga o perfil Metrópoles Fun no Instagram.
Fonte: Metropoles

