COMPARTILHAR0SigaSiga Google Discover Placar do Senado confirma rejeição de Jorge Messias ao STF por 42 votos a 34/ Foto: Reprodução
O Palácio do Planalto vive um clima de forte desconforto e busca desenhar uma reação política imediata após o Senado Federal rejeitar, nesta quarta-feira (29/4), a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). O resultado de 42 votos contrários e 34 favoráveis impôs ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma derrota que não ocorria no Brasil há 132 anos.
📲Participe do canal do ContilNet no InstagramToque para entrar e acompanhar as novidades
A expectativa governista era de uma aprovação folgada, baseada em sinalizações de apoio de cerca de 47 parlamentares e no esforço recorde de liberação de emendas. Somente em abril, o governo empenhou R$ 11,6 bilhões em recursos, sendo R$ 2,5 bilhões destinados especificamente a senadores, em uma tentativa de pavimentar a nomeação.
Reunião de emergência e retaliação
Logo após a confirmação do resultado, o presidente Lula convocou Jorge Messias, além dos ministros José Guimarães (Relações Institucionais), José Múcio (Defesa) e o líder Jaques Wagner, para uma reunião de emergência. O objetivo é mapear as dissidências internas uma “caça a traidores” já que a votação foi secreta.
Interlocutores afirmam que o Planalto avalia demitir indicados de Davi Alcolumbre (União-AP) que ocupam cargos federais. Alcolumbre é apontado por aliados do governo como o principal articulador da derrota, por supostamente preferir a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga.
Histórico e sinais de desgaste
A rejeição de Messias confirma uma trajetória de dificuldade crescente para o governo no Legislativo:
Cristiano Zanin (Junho/2023): Aprovado com 58 votos no plenário.
Flávio Dino (Dezembro/2023): Aprovado com 47 votos.
Jorge Messias (Abril/2026): Rejeitado com 34 votos favoráveis (abaixo dos 41 necessários).
O líder Jaques Wagner admitiu surpresa com o resultado, afirmando que o governo esperava até 45 votos. No Congresso, a avaliação predominante é que uma nova indicação para a Suprema Corte só deve ser apresentada após o período das eleições.
Notícias relacionadas
29/04/2026
“Minha história não acaba aqui”, diz Messias após rejeição
29/04/2026
“Brasil perde um grande ministro”, diz Mendonça após rejeição
Conteúdo reproduzido originalmente em: ContilNet por Redação ContilNet
