Professor é afastado após denúncias de abusos contra adolescentes em Manaus

COMPARTILHAR0SigaSiga Google Discover Agentes analisam materiais e dispositivos eletrônicos apreendidos para instrução do inquérito/ Foto: PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (27), a Operação Sala Segura, com o objetivo de investigar graves denúncias de crimes contra a dignidade sexual de adolescentes em Manaus (AM). O foco da ação é um professor, servidor público federal, que atua em uma instituição de ensino vinculada à União no estado.

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As investigações foram desencadeadas após o compartilhamento de informações cruciais enviadas por órgãos de proteção à criança e ao adolescente e pelo Ministério Público Federal (MPF). Os relatos indicam, em tese, que o docente realizava abordagens inadequadas com alunas menores de idade, utilizando-se de sua posição de autoridade e de aplicativos de mensagens para manter contato com as vítimas.

Ação da PF busca coibir práticas de assédio e crimes sexuais dentro de instituições federai/ Foto: PF

Afastamento e Busca e Apreensão

Durante a ofensiva desta segunda-feira, os agentes federais cumpriram medidas cautelares rigorosas autorizadas pela Justiça Federal. Entre as principais determinações estão:

Afastamento cautelar do investigado: O professor foi retirado de suas funções pedagógicas e administrativas para garantir a segurança das alunas e a integridade da investigação.

Mandado de busca e apreensão: Documentos e dispositivos eletrônicos foram recolhidos para a coleta de elementos probatórios que possam confirmar a extensão das irregularidades.

Proteção às Vítimas

A Polícia Federal ressaltou que as medidas adotadas visam, prioritariamente, a proteção das possíveis vítimas e a garantia da lisura na instrução criminal. O nome do investigado e a instituição específica não foram divulgados oficialmente para preservar a identidade das adolescentes envolvidas, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O material apreendido passará por perícia técnica e o servidor poderá responder por crimes previstos no Código Penal e em legislações correlatas à proteção da dignidade sexual, caso as suspeitas sejam confirmadas ao final do inquérito.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: ContilNet por Fhagner Soares, ContilNet