Procurador do AC e professor sofrem homofobia no aeroporto de Floripa

COMPARTILHAR0SigaSiga Google Discover Caso reforça o debate sobre respeito, diversidade e os direitos da população LGBT. Foto: Arquivo pessoal.

O procurador da República no Acre, Lucas Dias, junto com o namorado, o professor e pesquisador Renan Quinalha, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), relataram um episódio de homofobia – do qual foram foram vítimas – ocorrido na última quinta-feira (23), no aeroporto de Florianópolis, após retornarem de um evento sobre os direitos da população LGBT no Brasil.

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Segundo o relato divulgado no Instagram de Renan, o casal voltava da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, onde participou de um evento sobre o tema. Ao chegar ao aeroporto, os dois estavam em uma área pública e se abraçaram quando foram surpreendidos por uma intervenção.

De acordo com Quinalha, um homem que estava sentado, acompanhado de outras pessoas, possivelmente familiares, gritou: “Maneira isso aí, olha o respeito”. Diante da situação, o professor reagiu imediatamente: “Maneirar o quê? Eu tô abraçando o meu namorado e vou continuar abraçando”, respondeu.

No relato, ele chama atenção para a forma como a homofobia ainda se manifesta no cotidiano, inclusive em espaços públicos.

“Eu queria compartilhar algo que considero importante para a gente observar no nosso dia a dia: como a homofobia é produzida de forma muito direta e nos interpela. Mesmo com todos os privilégios, sou um homem branco, cisgênero, advogado, estava bem vestido no aeroporto, isso ainda atravessa a gente”, informa.

Quinalha também orienta sobre a importância de registrar esse tipo de situação. Segundo ele, compartilhar relatos ajuda a fortalecer a comunidade LGBT e a ampliar o entendimento sobre como agir diante desses casos.

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“Eu acho importante compartilhar isso, porque nos fortalece e nos ajuda a ter entendimento. Diante dessas situações, é preciso ter cuidado para não reagir de forma que nos coloque em risco. Mas também é fundamental não apenas reagir, é importante gritar, chamar a atenção das pessoas ao redor, registrar o que está acontecendo, produzir provas e, sempre que possível, formalizar a denúncia”, complementa.

Ele destaca que, sempre que possível, é importante gravar, produzir provas e formalizar denúncias, sem colocar a própria segurança em risco.

Veja vídeo do relato de Renan Quinalha:

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Conteúdo reproduzido originalmente em: ContilNet por Juan Vinícius, ContilNet