Uma operação da Polícia Federal resultou, nesta quarta-feira, 15, na prisão de empresários ligados à Mediall Brasil, que atuou na administração do hospital de campanha instalado no Instituto de Traumatologia e Ortopedia, em Rio Branco, durante a pandemia de Covid-19.

Uma operação da Polícia Federal resultou, nesta quarta-feira, 15, na prisão de empresários ligados à Mediall Brasil: Foto/Reprodução
Entre os detidos estão Roberto Leandro, integrante da Mediall, além de Hilton Rinaldo Salles Piccelli e Rudson Teodoro da Silva. Também foi alvo da operação Otávio Guimarães Favoreto, ligado à empresa Lifecare, que, segundo as investigações, teria relação com o mesmo grupo.
Na época da pandemia, a Mediall firmou contrato com a Secretaria de Estado de Saúde do Acre para gerir a unidade provisória, que chegou a operar com dezenas de leitos de UTI e enfermaria, além de uma ampla equipe multiprofissional.
Durante a execução do contrato, profissionais que trabalharam no local relataram atrasos salariais prolongados. Apesar disso, o acordo firmado no Acre não é alvo direto das investigações atuais.
A ofensiva faz parte de duas operações conduzidas em conjunto com a Controladoria-Geral da União e com apoio do Ministério Público Federal. As apurações envolvem suspeitas de corrupção, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e fraudes em processos licitatórios.
Ao todo, cerca de 50 ordens judiciais estão sendo cumpridas em diferentes estados. Uma das ações, chamada Operação Makot Mitzrayim, concentra-se em contratos firmados em Goiás e apura indícios de superfaturamento e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.
Já a Operação Rio Vermelho investiga possíveis irregularidades na gestão de recursos destinados ao enfrentamento da pandemia, com foco em contratos de hospitais de campanha. As diligências ocorrem em cidades como Goiânia, Brasília e São José do Rio Preto.
Segundo a Polícia Federal, auditorias identificaram sinais de que estruturas utilizadas por organizações sociais teriam servido para gerar ganhos ilícitos com dinheiro público, incluindo indícios de direcionamento em contratações e vínculos suspeitos entre empresas e gestores.