A morte de três adolescentes em um igarapé provocou grande comoção na comunidade e levantou suspeitas sobre um possível ataque de puraquê, conhecido como peixe-elétrico. Ozemir Braga da Silva, pai de uma das vítimas, descarta qualquer relação com rede elétrica e acredita que uma descarga causada pelo animal tenha sido a responsável pela tragédia.

Quando chegou ao local, um adolescente de 15 anos já havia conseguido retirar dois dos corpos da água, incluindo o filho de Ozemir: Foto/Reprodução
De acordo com ele, os jovens estavam em um trecho raso da água, dentro da própria propriedade da família, onde costumavam brincar com frequência. Todos sabiam nadar e tinham familiaridade com o local.
O alerta surgiu após colegas presenciarem o momento em que os adolescentes perderam a consciência dentro do igarapé e correram para avisar os adultos. Ozemir contou que, em um primeiro momento, pensou se tratar de um acidente comum. “Eu juro, pensei que tinha sido um choque cabeça com cabeça, eles brincando, tomando banho”, relatou.
Quando chegou ao local, um adolescente de 15 anos já havia conseguido retirar dois dos corpos da água, incluindo o filho de Ozemir. “O meu estava no seco. Ainda tinha um dentro d’água. Aí nós corremos e tiramos o outro”, disse.
A hipótese de que o caso teria sido causado por um fio elétrico foi descartada após vistoria policial. Segundo o pai, agentes estiveram na área e confirmaram que não há qualquer rede elétrica próxima ao ponto do acidente. “Não existe, me acompanharam dois policiais, olharam tudo lá. Bateram foto. Negócio de fio não vá com isso, que não foi”, afirmou.
Por outro lado, Ozemir destacou que a região é conhecida pela presença de puraquês, especialmente em áreas mais abaixo do curso d’água. Embora o animal não tenha sido visto no momento do ocorrido, a possibilidade não é descartada.
A tragédia abalou profundamente os moradores, que mantinham uma convivência próxima com as vítimas. Entre os adolescentes estavam Adriano e Alisson. Em meio à dor, o pai relembrou o vínculo entre as famílias: “Eram muito queridas. A gente tinha os três que nem filho. Tanto fazia pra lá que nem pra cá, tudo era a mesma coisa”.
Informações Juruá24Horas