A Organização das Nações Unidas (ONU) alerta: é preciso interromper com urgência a degradação do planeta e recuperar os ecossistemas que garantem a vida na Terra. A mensagem foi divulgada nesta quarta-feira, 22 de abril, Dia Internacional da Mãe Terra.
Segundo a ONU, proteger e restaurar a natureza, além de promover uma transição para uma economia mais sustentável, são caminhos fundamentais para reduzir a pobreza, enfrentar as mudanças climáticas e evitar a extinção em larga escala de plantas e animais.
Em mensagem divulgada pela data, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que a Mãe Terra sempre foi generosa, mas que a humanidade respondeu com uma “destruição imprudente”.
Guterres destacou que o planeta está dando sinais claros de alerta. Ele defendeu o fim da dependência dos combustíveis fósseis, a proteção da biodiversidade, a recuperação dos ambientes naturais e a promoção da justiça climática. Todos os anos, o mundo perde cerca de 10 milhões de hectares de florestas — uma área maior que a Islândia.
Educação
Para reverter esse cenário, o investimento em educação ambiental tem ganhado força. Cada vez mais escolas adotam práticas que aproximam os alunos da natureza e consolidam a consciência ecológica. Segundo a Unesco, quase 112 mil instituições em 98 países já se transformaram em “escolas verdes”, com padrões que integram a sustentabilidade ao ensino, à gestão e ao diálogo com a comunidade.
No Brasil, um exemplo vem da Escola Ágora, em Cotia, na Grande São Paulo. Localizada em meio à floresta, a instituição usa a natureza como sala de aula, promovendo aprendizado ao ar livre, observação dos ciclos naturais e participação ativa em projetos de reciclagem e monitoramento ambiental.
Neste Dia Internacional da Mãe Terra, a Unesco promove uma conferência global online sobre escolas verdes e reforça a meta de que, até 2030, metade das escolas do mundo adote práticas sustentáveis.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Agencia Brasil por Tatiana Alves – Repórter da Rádio Nacional
