O que é o funk bruxaria, vertente que cresce nas pistas e nas redes

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Nos últimos anos, um novo gênero de funk ganhou força: o funk bruxaria, vertente do mandelão paulista, que dominou as paradas e virou trilha de eventos marcados por distorções intensas e uma estética caótica. Com essa sonoridade, artistas de diferentes regiões passaram a conquistar espaço no disputado cenário do funk — seja no carioca, paulista ou ostentação.

Peça-chave do movimento, DJ K, de 22 anos, explica que o estilo nasce da mistura com outros gêneros, como rock e R&B. Conhecido pelo bordão “O Bruxo”, ele diz que seu trabalho vai além de produzir música: é “fazer bruxaria”.

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Nascido em Diadema, DJ K, de 22 anos, é pioneiro do funk bruxaria, uma vertente do funk mandelão paulista.

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Conhecido como “Bruxo” (o seu bordão diz “não tá mais produzindo, tá fazendo bruxaria”), ele produz há três anos e é responsável pelos beats de sucessos dos paredões como Tuin Destrói Noia e Olha o Barulinho da Cama.

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O funk bruxaria nasceu em 2019 e se popularizou nas favelas de São Paulo com uma sonoridade distorcida e agressiva.

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“Quando eu criei a bruxaria eu misturava rock terror, trilha sonoras em uma única faixa. Minha vinheta deu o nome a esse gênero. É um conceito mais voltado para o caos e distorção de áudio que brinca com a mente”, explica ele ao Metrópoles.

DJ K define a bruxaria como “fator da musicalidade, dos ‘tuins’, do caos musical em uma faixa só”. O “tuin” citado por ele é um som hiperagudo, semelhante a uma sirene, que ele inclui em singles como Isso Não é um Teste.

Além do DJ Bruxo, outros artistas se destacam na cena. Entre eles, DJ Santis 061, DJ Mandrake, DJs Kenan e Kel e DJ Blakes.

 

O gênero que virou festa

O sucesso do gênero trouxe ao foco uma festa voltada para o universo do funk bruxaria. A Submundo 808 nasceu em Campinas, São Paulo, e iniciou sua história com a intenção de construir um espaço mais acolhedor para a cultura preta. Desde então, transformaram o estilo musical em estilo de vida.

“A Submundo representa um espaço de pertencimento, onde as pessoas se reconhecem na música, na estética, na arte em suas variadas formas, e isso reflete diretamente na energia da festa”, afirma Vinícius Mariano, um dos sete fundadores do evento. Segundo ele, o funk é a base da festa, o que inclui o bruxaria.

 

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“O funk bruxaria teve e tem um papel importante na construção da identidade sonora da festa, principalmente pela atmosfera e pela estética que ele carrega, mas nossa conexão é com o funk de maneira muito ampla. Tem bruxaria, mandelão, automotivo, consciente, rave, e tantas outras sonoridades que mostram como o funk está em constante transformação e criatividade”, completa.

A Submundo 808 passa por Brasília em 23 de maio, com atrações como Kenan e Kel, Nathan RV, Badsista, Caio Hot, entre outros.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Metrópoles