Microsoft registra crescimento no Azure e bate expectativas no 1º trimestre

A Microsoft divulgou, nesta quarta-feira (29), os resultados do primeiro trimestre, no qual registrou lucro por ação a US$ 4,27 (R$ 21,45) contra US$ 4,06 esperado (R$ 20,40). Já a receita ficou em US$ 82,9 bilhões (R$ 416,5 bilhões), ante US$ 81,4 bilhões esperados (R$ 408,9 bilhões).

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Em comunicado, a Microsoft informou que a receita cresceu 18% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O lucro líquido de US$ 31,8 bilhões (R$ 159,7 bilhões) representou aumento com relação aos US$ 25,8 bilhões (R$ 129,6 bilhões). Os resultados ajustados não contemplam a redução de US$ 14 milhões (R$ 70,3 milhões) no lucro líquido decorrente dos investimentos na OpenAI.

Em despesas de capital e arrendamentos financeiros trimestrais, a Microsoft registrou US$ 31,9 bilhões (R$ 160,3 bilhões). Isso significa aumento de 49%, mas, ainda assim, é inferior à estimativa média de US$ 34,9 bilhões (R$ 175,3 bilhões) segundo analistas consultados pela Visible Alpha.

Receita do Microsoft Azure cresce

A receita do Azure e demais serviços em nuvem da big tech aumentou 40%;

Segundo analistas consultados pela StreetAccount e CNBC, a expectativa era de 39,3% e 38,8%, respectivamente;

A chamada Nuvem Inteligente, que abrange Azure, produtos de servidor, GitHub e Nuance, teve receita de US$ 34,7 bilhões (R$ 174,3 bilhões);

O segmento de Produtividade e Processos de negócios, que abarca Office, LinkedIn e Dynamics, registrou US$ 35 bilhões (R$ 175,8 bilhões) em receita, representando aumento de 17% e superando estimativa da StreetAccount de US$ 34,4 bilhões (R$ 172,8 bilhões).

A Microsoft detém mais de 20 milhões de licenças para o 365 Copilot para assinaturas comerciais do Office. Em janeiro, a quantidade era de 15 milhões.

A unidade de Computação Pessoal, contando com Windows, Xbox, Surface e Bing, obteve US$ 13,2 bilhões (R$ 66,3 bilhões) de receita. Houve queda de 1%, enquanto a previsão da StreetAccount era de US$ 12,7 bilhões (R$ 63,8 bilhões).

As vendas de licenças do Windows para fabricantes e para os próprios dispositivos da Microsoft caíram 2%, enquanto a estimativa da Gartner era de aumento de 4% para as remessas de PCs.

Já a receita anualizada advinda de inteligência artificial (IA) como um todo chegou aos US$ 37 bilhões (R$ 185,8 bilhões), aumento de 123%.

A empresa informou que possui US$ 627 bilhões (R$ 3,1 trilhões) em obrigações de desempenho comerciais restantes, valor que inclui receitas ainda não realizadas e montantes que serão reconhecidos ao longo do tempo. O número representa um aumento de US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) em relação ao trimestre anterior.

Azure obteve bom desempenho – Imagem: gguy/Shutterstock

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Mudanças na liderança e performance das ações

No mesmo período, mudanças na liderança também chamaram a atenção. O líder sênior da área de software do Office, Rajesh Jha, anunciou planos de aposentadoria, assim como o chefe da divisão de jogos, Phil Spencer.

Apesar dos indicadores operacionais, o desempenho das ações tem refletido um cenário mais cauteloso. Até o fechamento do mercado nesta quarta-feira (29), os papéis da Microsoft acumulavam queda de 12% em 2026, marcando o pior desempenho trimestral da companhia desde 2008.

Parte desse movimento é atribuída a preocupações generalizadas de investidores de que a IA possa reduzir a relevância do software tradicional. Além disso, há receios específicos de que os elevados investimentos da própria Microsoft em IA não gerem os retornos esperados.

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O contexto, no entanto, não é uniforme para todo o setor. As ações de tecnologia caminham para registrar seu melhor mês desde abril de 2020, período inicial da pandemia de Covid-19. Até o fechamento de quarta, o índice Nasdaq acumulava alta de 14% no mês.

Wall Street tem mantido forte exposição ao setor, mesmo diante de riscos macroeconômicos. Entre eles estão a alta dos preços do petróleo e interrupções na cadeia de suprimentos associadas à guerra no Irã, fatores que podem pressionar os custos de infraestrutura voltada à IA.

Rodrigo Mozelli

Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Olhar Digital por Rodrigo Mozelli