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Lula avalia nomear Messias para Ministério da Justiça após derrota

COMPARTILHAR0SigaSiga Google Discover Placar do Senado confirma rejeição de Jorge Messias ao STF por 42 votos a 34/ Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia nomear o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o comando do Ministério da Justiça, após a rejeição de seu nome pelo Senado Federal para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

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A possível mudança é tratada nos bastidores do Palácio do Planalto como uma forma de prestigiar Messias depois da derrota política sofrida no Congresso. Integrantes do governo consideram que a nomeação serviria para reforçar a posição do aliado dentro da Esplanada e mantê-lo em evidência para uma eventual futura indicação à Suprema Corte.

VEJA MAIS: Rejeição de Jorge Messias ao STF é a primeira em 132 anos

Atualmente, o Ministério da Justiça é comandado por Wellington César, que assumiu a pasta em janeiro e ainda estava em fase de formação de equipe.

Estratégia política

A avaliação no governo é que transferir Messias para o Ministério da Justiça o colocaria em um patamar mais elevado dentro da administração federal, ajudando a reduzir o desgaste provocado pela rejeição no Senado.

Outro ponto considerado por interlocutores do Planalto é que, à frente da pasta, Messias poderia ampliar interlocução institucional com ministros do STF e outros setores do Judiciário, fortalecendo sua imagem para futuras movimentações políticas.

Clima no Planalto

Após a derrota, aliados de Lula relataram um ambiente de consternação no governo. Entre assessores petistas, a leitura é de que Messias acabou sendo atingido por uma crise política maior entre o Planalto e o Congresso Nacional.

Nos bastidores, cresceu a defesa de um gesto de valorização ao ministro, visto por aliados como alguém que assumiu o desgaste do processo de indicação.

Depois da reprovação no Senado, Messias se reuniu com Lula no Palácio da Alvorada. Interlocutores afirmam que ele chegou a cogitar deixar o comando da Advocacia-Geral da União (AGU), diante da avaliação de falta de ambiente político para permanência no cargo.

Derrota no Senado

A articulação que resultou na rejeição de Messias é atribuída por aliados ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Também houve suspeitas de dissidências dentro da própria base governista.

As desconfianças recaíram sobre setores do MDB e parlamentares próximos a Alcolumbre. A atuação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), também passou a ser questionada nos bastidores após o resultado.

A derrota de Jorge Messias foi interpretada dentro do governo como um revés político expressivo para o Palácio do Planalto.

Com informações da CNN

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Conteúdo reproduzido originalmente em: ContilNet por Redação ContilNet

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