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SigaGoogle DiscoverIsabela Thurmann/ Metrópoles1 de 1 Mostra Janis chegou ao MIS nessa quinta-feira (16/4). Mais de 10 salas expositivas transportam os fãs para o universo de Janis Joplin – Metrópoles
– Foto: Isabela Thurmann/ Metrópoles
Um acervo de Janis Joplin nunca antes exibido no Brasil chegou ao Museu da Imagem e do Som (MIS), na zona oeste de São Paulo, nesta quinta-feira (16/4), para uma exposição inédita. A mostra reúne mais de 300 itens, entre figurinos, adereços, manuscritos e outras peças originais.
Além disso, os fãs da “mãe do rock” poderão se sentir dentro do universo da cantora por meio de 10 salas expositivas que contam com elementos visuais e audiovisuais pensados para levar o visitante a uma grande experiência sensorial na vida e obra da artista.
A mostra funciona como uma linha do tempo de Janis Joplin: da Bíblia que ficava em sua cabeceira aos livros que lia, passando pelo anel de formatura, roupas, cartas trocadas com a família e a certidão de óbito. Até um fio de cabelo da artista integra o acervo.
Veja alguns spoilers da exposição:
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Exposição de Janis Joplin chegou ao MIS nessa quinta-feira (16/4)
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Carta que Janis escreveu
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Conteúdo de carta escrita por Janis Joplin para sua mãe
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Frase icônica de Janis Joplin
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Mural de vinis de Janis Joplin
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Desenho feito por Janis Joplin
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Janis Joplin em foto de ficha criminal
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Anel de formatura de Janis Joplin
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Livro com assinatura de Janis Joplin
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O que aconteceu com as cinzas de Janis Joplin
Em destaque está a sala Amor Brasil, dedicada à relação de Janis Joplin com o país. O espaço relembra a passagem da cantora pelo Rio de Janeiro durante o Carnaval de 1970.
1ª vez que acervo de Janis é exposto
Batizada de Janis, a mostra também aposta em uma expografia imersiva, que leva o público à contracultura e ao espírito transgressor dos anos 1960 a partir da trajetória da artista.
Os itens selecionados para o acervo vieram diretamente de Los Angeles, nos Estados Unidos, com o aval da família de Janis. A conexão entre o curador da mostra, André Sturm, e os parentes da cantora se deu com o intermédio de Chris Flannery.
Segundo André, esta é a primeira vez que os itens da cantora são emprestados para uma exposição no mundo.
Ao Metrópoles, o curador explicou que usou ferramentas para fazer o espectador mergulhar no universo de Janis. “A gente acredita que, dessa forma, mesmo quem não é fã, vai conseguir aproveitar melhor. Nós estamos falando de uma artista icônica do final dos anos 60, começo dos anos 70, que é uma época riquíssima do ponto de vista cultural e artístico: a contracultura, o rock explodindo, os festivais de música, a liberação sexual, a mulher tendo mais papel. Então, a gente cria esse ambiente do final dos anos 60”, disse.
“A gente tentou pegar o espírito dela para fazer uma exposição cheia de energia, cheia de liberdade, cheia, de música, cheia de cor, cheia de tudo um pouco”, afirmou André.
Além disso, eles quiseram recriar o ambiente do Festival Pop de Monterey, que foi o primeiro grande festival de música, vindo antes até do Woodstock, mas foi onde a cantora foi descoberta. Para isso, há uma sala na qual o público pode se sentar em almofadas no chão e assistir ao show de Janis.
Chris Flannery revelou ao Metrópoles que foi a família de Janis que o procurou, por saber que ele já havia trabalhado com André antes, para ajudá-los a trazer o acervo ao Brasil.
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A Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Marília Marton, destacou a importância da exposição com foco em Janis, uma cantora. “A gente está em um momento em que estamos discutindo o papel da mulher. Então, mostra o protagonismo da mulher no rock, que é um lugar em que a mulher normalmente não aparece”, avaliou.
Quem foi Janis Joplin
Conhecida por sua voz aguda, rouca, terrena e explosiva, Janis Joplin permanece entre as artistas mais distintas e eletrizantes da história da música. Ela reivindicou o blues, o soul, o gospel, o country e o rock com autoridade e entusiasmo, transitando destemidamente entre jams psicodélicas de guitarra, raízes intimistas e tudo o que há entre esses dois extremos.
As performances arrebatadoras, o estilo extravagante e a postura firme da artista romperam estereótipos sobre artistas femininas e ajudaram a consolidar a imagem da “mãe do rock”.
Natural de Port Arthur, no Texas, Janis Joplin nasceu em 1943. Autodenominada uma “desajustada” no ensino médio, enfrentou isolamento social, mas se aventurou na música folk com amigos e também na pintura.
Frequentou brevemente a faculdade em Beaumont e Austin, mas se sentiu mais atraída pelas lendas do blues e pela poesia beat do que pelos estudos. Abandonou a graduação e, em 1963, partiu para São Francisco, onde se estabeleceu no bairro de Haight-Ashbury, então marcado pelo uso de drogas.
Na cidade, conheceu o guitarrista Jorma Kaukonen, e os dois gravaram canções ao lado de Margareta, esposa dele, que participava com uma máquina de escrever. Mais tarde, retornou ao Texas para se afastar dos excessos de Haight-Ashbury. Matriculou-se em sociologia na Lamar University, adotou um visual mais conservador e levou uma vida “certinha”, apesar de ocasionais apresentações em Austin.
A Califórnia, no entanto, a atraiu de volta em 1966, quando se juntou à banda de rock psicodélico Big Brother and the Holding Company. O estilo extravagante — com óculos de aro grosso, cabelo frisado e roupas chamativas que dialogavam com o universo hippie e o burlesco — impulsionou ainda mais sua reputação.
O Festival Internacional de Pop de Monterey, realizado entre 16 e 18 de junho de 1967, transformou sua carreira e abriu caminho para eventos como Woodstock. Janis chegou ao local como integrante do Big Brother and the Holding Company, então pouco conhecido fora de São Francisco. Ao fim do festival, tornou-se o centro das atenções da mídia e passou a ser disputada pelo presidente da Columbia Records, Clive Davis, e pelo empresário de Bob Dylan, Albert Grossman.
Janis Joplin morreu em 4 de outubro de 1970, aos 27 anos, vítima de uma overdose de heroína e álcool, em Los Angeles.
Serviço
Onde: Museu da Imagem e Som
Endereço: Avenida Europa, 158 – Jardim Europa
Quando: A partir de 16 de abril
Horário: Terças a sextas-feiras, das 10h às 19h | Aos sábados, das 10h às 20h | Domingos e feriados, das 10h às 18h
Preço: R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira) | Gratuito às terças-feiras
Onde comprar: Megapass
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Metrópoles

