Indígena está desaparecido há 15 dias no município de Jordão e família pede ajuda urgente

Huni Kuĩ (Kaxinawá) está desaparecido há 15 dias na Terra Indígena Alto Rio Jordão, localizada no município de Jordão

Um indígena da etnia Huni Kuĩ (Kaxinawá) está desaparecido há 15 dias na Terra Indígena Alto Rio Jordão, localizada no município de Jordão, no interior do Acre. O caso mobiliza familiares, lideranças indígenas e autoridades, que buscam reforço de equipes especializadas para intensificar as buscas em uma região de difícil acesso.

Moisés Melo Kaxinawá, de 25 anos, desapareceu no dia 7 de abril após sair sozinho para caçar na mata: Foto/Reprodução

Moisés Melo Kaxinawá, de 25 anos, desapareceu no dia 7 de abril após sair sozinho para caçar na mata. Segundo o pai, Fernando Siã, o jovem tinha experiência na atividade e costumava retornar no mesmo dia, o que não ocorreu desta vez.

Familiares e membros da comunidade iniciaram buscas por conta própria e encontraram indícios que podem ser do jovem, como pegadas e sinais de vegetação cortada, especialmente na região entre os rios Tejo e Caipora. “Ele está acostumado a caçar, mas nunca tinha demorado tanto para voltar”, relatou o pai.

O Corpo de Bombeiros Militar do Acre chegou a atuar nas buscas por cinco dias, mas deixou a área recentemente. De acordo com a família, a equipe informou não possuir equipamentos adequados para continuar a operação nas condições da floresta.

Diante da situação, Fernando Siã publicou um vídeo nas redes sociais fazendo um apelo por apoio ao Exército Brasileiro, ao Corpo de Bombeiros e às autoridades municipais. Ele solicita o envio de equipes com maior estrutura, incluindo o uso de helicópteros e profissionais preparados para atuar em áreas de mata fechada.

A titular da Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, informou que acompanha o caso e que já iniciou a formalização de pedidos de apoio a órgãos como o Exército e o Grupo Especial de Fronteira. Um ofício foi encaminhado para reforçar a solicitação de suporte institucional.

Segundo a gestora, a atuação de equipes com conhecimento da floresta e equipamentos adequados é essencial para esse tipo de operação. Ela também apontou fatores que podem estar dificultando a localização, como o período de chuvas intensas na região. “Os caçadores utilizam o sol como referência, e, com o tempo chuvoso, isso pode comprometer a orientação dentro da mata”, explicou.

O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades, enquanto familiares e lideranças indígenas aguardam reforço nas buscas na tentativa de localizar o jovem ainda com vida.

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