Página inicialEntretenimentoTelevisão
Compartilhar notícia
SigaGoogle DiscoverHugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto1 de 1 Luiza Odete mostra cicatrizes deixadas pelo contato com Césio-137 – Metrópoles
– Foto: Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Enquanto milhares de brasileiros relembraram o emblemático caso do césio-137 após a estreia de Emergência Radiotiva, da Netflix, os sobreviventes da tragédia que assolou Goiânia (GO) convivem diariamente com as perdas e sequelas do incidente.
Hoje, quase quatro décadas depois, mais de mil goianos são atendidos pelo Centro Estadual de Assistência aos Radioacidentados (CARA). Entre eles, estão desde as 249 vítimas comprovadas de contaminação até descendentes daqueles que foram indiretamente atingidas pelo episódio.
Quatro sobreviventes da tragédia radiológica, porém, estão entre os personagens mais emblemáticos da crise de saúde pública. Saiba a seguir quem são eles:
19 imagensFechar modal.1 de 19
Roberto Santos e Wagner Mota Pereira foram os catadores que encontaram máquina com Césio
Netflix/Reprodução/ Rumos Itaú Cultural/Demian Duarte2 de 19
Lourdes das Neves com a foto da filha, Leide das Neves Ferreira. A criança foi contaminada após brincar com o material radioativo retirado de um aparelho de radioterapia
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto3 de 19
Lourdes das Neves segura o retrato da filha, Leide das Neves Ferreira, que se tornou símbolo do acidente radiológico de Goiânia com Césio-137
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto4 de 19
“Não quero luxo. Só quero um final de vida digno”, diz Lourdes das Neves Ferreira, mãe da Leide das Neves
Galtiery Rodrigues5 de 19
Lourdes mantém na parte de casa uma foto dela com uma imagem da filha Leide das Neves
Reprodução6 de 19
Lourdes das Neves Ferreira, hoje com 74 anos
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto7 de 19
Lourdes das Neves Ferreira, hoje com 74 anos
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto8 de 19
Lourdes das Neves Ferreira
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto9 de 19
Donizeth Rodrigues mostra receita médica preenchida frente e verso, com dez medicamentos prescritos após o acidente radiológico com Césio-137, em Goiânia, em 1987
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto10 de 19
Donizeth Rodrigues em frente ao terreno onde funcionava o ferro-velho que se tornou palco do acidente radiológico com Césio-137, em Goiânia, em 1987
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto11 de 19
Donizeth Rodrigues de Oliveira, hoje com 61 anos
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto12 de 19
Geraldo ajudou a levar a cápsula do material radioativo à Vigilância Sanitária
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto13 de 19
Cicatrizes nas mãos de Geraldo foram resultado do contato direto com o Césio-137
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto14 de 19
Geraldo Guilherme da Silva Pontes apresenta cicatrizes provocadas pela exposição ao Césio-137
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto15 de 19
Geraldo Guilherme da Silva Pontes mostra cicatriz no ombro, consequência de ter carregado a sacola com a cápsula de Césio-137 até a Vigilância Sanitária
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto16 de 19
Luiza Odete era tia de Leide das Neves
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto17 de 19
Luiza Odete mostra cicatrizes deixadas pelo contato com Césio-137
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto18 de 19
Luiza Odete mostra cicatrizes deixadas pelo contato com Césio-137
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto19 de 19
Luiza Odete, hoje com 66 anos
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Roberto Santos Alves
Roberto Santos Alves era um dos funcionários do ferro-velho que ajudou a carregar a cápsula onde estava armazenado o césio-137, junto com Wagner Pereira.
Devido ao contato direto com o material radioativo, o braço direito de Roberto gangrenou. Cerca de um mês depois do incidente, ele precisou ser submetido a uma cirurgia para amputar o antebraço.
Roberto dos Santos Alves, catador que encontrou cápsula do césio-137, precisou amputar braço
Odesson Ferreira
Irmão de Devair, dono do ferro-velho onde o material radioativo foi encontrado, Odesson Ferreira tinha 32 anos quando foi contaminado pelo aparelho de radioterapia descartado de forma irregular.
Após o incidente, ele trabalhou por oito dias como motorista de ônibus, transportando cerca de mil pessoas por dia, até ser hospitalizado devido à contaminação.
Hoje, Odesson atua como ativista pelos direitos das vítimas e sobreviventes. Devido ao manuseio do material, ele perdeu a palma da mão, que precisou ser reconstruída, e teve parte do dedo indicador amputada.
Odesson Alves Ferreira
Lourdes das Neves
Lourdes das Neves é mãe de Leide, a criança de seis anos que se tornou o rosto mais emblemático da tragédia. Além da perda da filha, ela viu sua casa ser destruída — contaminado pela radiação, o imóvel foi inteiramente descartado como lixo radioativo.
Após o acidente, a dona de casa se dedicou a cuidar do marido, Ivo Ferreira, que desenvolveu uma depressão profunda após a morte da filha. Ele morreu 15 anos depois, vítima de um enfisema pulmonar.
Hoje com 74 anos, Lourdes vive em uma casa doada pelo governo de Goiás, em Aparecida de Goiânia.
Lourdes das Neves no terreno onde funcionava o ferro-velho de Devair Alves Ferreira, palco do acidente radiológico com Césio-137, em Goiânia
Luiza Odete
Tia de Leide, Luiza Odete teve contato direto com o material após ser chamada pela sobrinha para ver a “pedrinha iluminante”. Durante as brincadeiras da família, Ivo, pai da criança, acabou usando um pedaço de papel para esfregar o material radioativo em seu pescoço.
Hoje, aos 66 anos, Luiza carrega as sequelas da contaminação nas cicatrizes permanentes que carrega no pescoço, nos membros e no restante do corpo.
Luiza Odete mostra cicatrizes deixadas pelo contato com Césio-137
Geraldo da Silva Pontes
Em 1987, Geraldo Pontes era um dos funcionários do ferro-velho onde o césio-137 foi encontrado. Foi ele quem ajudou Maria Gabriela, esposa de Devair, a levar o material radioativo à Vigilância Sanitária.
Geraldo carregou a cápsula sob o ombro esquerdo por dois quarteirões. O ato de bravura deixou cicatrizes no corpo do sobrevivente, hoje com 72 anos.
Geraldo ajudou a levar a cápsula do material radioativo à Vigilância Sanitária
Leia também
Televisão
Fotos: os personagens reais que inspiraram série sobre o Césio-137
Televisão
Césio-137: o chocante relato da mãe da “menina Celeste” da vida real
Televisão
Vítima do césio-137 em Goiânia teve braço amputado como na série?
Televisão
Césio-137: ator da série expõe revolta e lembra infância como catador
Emergência Radioativa e o episódio Césio-137
Produzida pela Netflix e lançada no dia 18 de março, Emergência Radioativa parte das histórias reais das vítimas, sobreviventes e desdobramentos do caso como base para a construção da trama ficcional.
O protagonista Márcio, por exemplo, interpretado por Johnny Massaro, representa diferentes cientistas que atuaram diretamente no combate à contaminação. Como, por exemplo, o físico Walter Mendes Ferreira, um dos primeiros a identificar a radiação.
7 imagensFechar modal.1 de 7
Johnny Massaro como Márcio na série Emergência Radioativa da Netflix
Helena Yoshioka/Netflix2 de 7
A série Emergência Radioativa retrata o acidênte radiológico que aconteceu em Goiânia em 1987
Reprodução/Netflix3 de 7
Johnny Massaro em Emergência Radioativa
Divulgação/Netflix4 de 7
Emergência Radioativa estreou nesta sexta (13/3)
Divulgação/Netflix5 de 7
Clarissa Kiste e Paulo Gorgulho também estão no elenco de Emergência Radioativa
Divulgação/Netflix6 de 7
Antonio Saboia e Luiz Bertazzo interpretam dois médicos que ajudaram no tratamento das vítimas
Divulgação/Netflix7 de 7
Johnny Massaro em Emergência Radioativa, nova minissérie da Netflix
Reprodução/Instagram
Fique por dentro!
Receba notícias de Entretenimento/Celebridades no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal de notícias do Metrópoles no WhatsApp.
Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga o perfil Metrópoles Fun no Instagram.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Metrópoles
