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SigaGoogle DiscoverReprodução1 de 1 Maria Gabriela e Antônia em Emergência Radioativa, série sobre a tragédia do Césio-137 em foto dividida – Metrópoles
– Foto: Reprodução
Quase quatro décadas depois, o acidente com césio-137 em Goiânia voltou ao centro das atenções com Emergência Radioativa, série da Netflix lançada no mês passado. A produção revisita a tragédia de 1987 — considerada uma das maiores contaminações radiológicas do mundo — e recria a história a partir de personagens inspirados em pessoas reais.
Na trama, nomes fictícios se misturam a figuras que existiram, mostrando como o material radioativo se espalhou e afetou dezenas de famílias. A narrativa acompanha desde a descoberta da cápsula até o impacto devastador da radiação na população.
Personagens
Logo nos primeiros episódios, a trama mostra o momento em que dois catadores encontram uma cápsula de metal em uma clínica de radioterapia abandonada, na Avenida Paranaíba. Na vida real, eles eram Roberto dos Santos Alves e Wagner Mota Pereira.
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Lourdes das Neves Ferreira, mãe de Leide das Neves, inspira a personagem Catarina, vivida por Marina Merlino
Reprodução/ Netflix / Hugo Barreto/Metrópoles2 de 10
Emergência Radioativa entre os casos mais marcantes está o da menina Leide das Neves, de seis anos, na série, a personagem Celeste representa esse episódio
Netflix/Reprodução/TV Anhanguera3 de 10
Emergência Radioativa O protagonista Márcio, vivido por Johnny Massaro, é fictício e representa diferentes cientistas que atuaram no combate à contaminação. Entre eles está o físico Walter Mendes
Netflix/Ana Paula Freire/CNEN4 de 10
Emergência Radioativa: Roberto Santos e Wagner Mota Pereira foram os catadores que encontaram máquina com Césio
Netflix/Reprodução/ Rumos Itaú Cultural/Demian Duarte5 de 10
Emergência Radioativa Devair é retratado como Enevildo, interpretado por Bukassa Kabengele
Neflix/Reprodução/TV Globo6 de 10
Emergência Radioativa Tuca Andrada dá vida ao governador do estado de Goiás que, na época do acidente, tinha Henrique Santillo no cargo
Netflix/Agência Senado7 de 10
Emergência Radioativa Antônia, interpretada por Ana Costa, foi inspirada em Maria Gabriela Ferreira, esposa de Devair
Netflix/Arquivo/Polícia Federal8 de 10
Emergência Radioativa José de Júlio Rozental, da CNEN, inspira o personagem Benny Orenstein, vivido por Paulo Gorgulho
Netflix/Reproduçao/YouTube9 de 10
Emergência Radioativa Nelson Valverde e Alexandre Rodrigues são representados pelos médicos Eduardo (Antônio Sabóia) e Loureiro (Luiz Bertazzo)
Netflix/Reprodução/Gov Goiás10 de 10
Emergência Radioativa: Maria Paula Curado inspira a personagem Paula, interpretada por Clarissa Kiste
Netflix/Ana Paula Freire/CNEN
Sem saber do perigo, a dupla vendeu o material a Devair Alves Ferreira, dono de um ferro-velho. Na série, ele aparece como Enevildo, interpretado por Bukassa Kabengele. Fascinado pelo brilho azulado da substância, o personagem leva o material para casa — o que contribui diretamente para a contaminação de outras pessoas.
O personagem Márcio, vivido por Johnny Massaro, é inspirado em diferentes profissionais que atuaram no combate à radiação. Entre eles está o físico Walter Mendes Ferreira, um dos primeiros a identificar o risco do material radioativo.
Na época, Walter utilizou equipamentos para medir os níveis de radiação, o que foi essencial para que as autoridades entendessem a gravidade da situação e adotassem medidas emergenciais.
Um dos casos mais marcantes do acidente é o de Leide das Neves, de apenas 6 anos. Após entrar em contato com o pó de césio — que brilhava no escuro —, a menina ingeriu partículas radioativas ao se alimentar com as mãos contaminadas.
Leide morreu semanas depois e se tornou um dos símbolos da tragédia. Na série, a personagem Celeste é inspirada na história da criança.
A produção também retrata Maria Gabriela Ferreira, esposa de Devair. Na série, ela aparece como Antônia, interpretada por Ana Costa. Assim como na vida real, a personagem desconfia dos riscos do material e decide levá-lo às autoridades. Mesmo assim, acaba contaminada e não resiste. Maria Gabriela morreu em outubro de 1987, no mesmo dia que Leide.
Além das vítimas, a série incorpora figuras públicas e especialistas que atuaram durante o acidente. O ator Tuca Andrada, por exemplo, interpreta o então governador de Goiás, Henrique Santillo, que teve papel importante na gestão da crise.
Já o personagem Benny Orenstein, vivido por Paulo Gorgulho, é inspirado em José de Júlio Rozental, ligado à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
Outros profissionais também serviram de base para a trama, como o médico Nelson Valverde, referência no tratamento de radiopatologia, e Alexandre Rodrigues, responsável pela coordenação do atendimento emergencial. Na série, eles são retratados como os médicos Eduardo e Loureiro.
Outro nome importante na vida real foi o da médica Maria Paula Curado. Durante o auge da crise, ela propôs o isolamento dos contaminados no Estádio Olímpico de Goiânia, medida considerada fundamental para evitar que a radiação se espalhasse ainda mais. Na produção da Netflix, ela inspira a personagem Paula, especialista em contaminação ambiental.
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Fonte: Metropoles
