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Dia do Choro: tradição ganha força em Brasília com rodas e projetos

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– Foto: Reprodução

Neste dia 23 de abril, cavaquinhos, flautas, bandolins, violões de sete cordas, entre tantos outros instrumentos, ganham um brilho especial. Afinal, celebra-se o Dia Nacional do Choro, uma data que não apenas homenageia o gênero musical considerado a primeira música urbana tipicamente brasileira, mas que também marca o nascimento de uma das maiores referências do ritmo: Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha.

Diferente do que o nome sugere, o Choro não nasceu da tristeza. O gênero surgiu no Rio de Janeiro, em meados do século 19, a partir de uma forma peculiar e “chorosa” de interpretar ritmos europeus com o gingado brasileiro.

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Consolidado como a primeira música urbana tipicamente do país, o ritmo produziu gênios como Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim e o próprio Pixinguinha, cujas obras são reverenciadas mundialmente até hoje.

Clube do Choro de Brasilia

A importância do gênero é tamanha que, em fevereiro de 2024, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu oficialmente o Choro como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

Celebrar este 23 de abril reforça a importância de manter viva a essência da mais autêntica das músicas brasileiras, garantindo que o legado de Pixinguinha e de tantos outros mestres continue a pulsar carinhosamente no coração dos “chorões”.

Capital do Choro

Hoje, o Choro vai além dos registros históricos e das partituras clássicas; ele sobrevive e se renova nas rodas, nos bares e nas escolas de música por todo o Brasil e no exterior.

Na capital federal, essa chama é mantida acesa por instituições emblemáticas como o Clube do Choro de Brasília, que, com quase cinco décadas de história, permanece como um dos principais pilares de preservação e difusão do gênero no país.

O chorinho também ganha novos públicos com o projeto Choro no Eixo, liderado pelo músico Márcio Marinho. Desde 2020, o projeto ocupa o Eixão do Lazer aos domingos, transformando a via em um palco democrático.

Ali, Marinho se une a Valério Xavier, Breno Alves, Dudu 7 Cordas e outros instrumentistas convidados para rodas gratuitas que levam a alegria do chorinho diretamente à população, provando que o gênero segue pulsante e acessível a todos.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Metrópoles

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