Como a NASA resolveu o problema no Microsoft Outlook durante a Artemis 2

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A NASA confirmou a resolução de uma falha técnica que afetava o sistema de e-mails da missão Artemis 2, atualmente em rota para a Lua. O problema, que envolvia o mau funcionamento do Microsoft Outlook, foi solucionado remotamente pelo Centro de Controle de Missão, em Houston, no Texas (EUA).

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A falha foi reportada pelo comandante da missão, Reid Wiseman, que identificou a abertura de duas instâncias (cópias simultâneas) do Microsoft Outlook em seu dispositivo de computação pessoal (PCD), um tablet Microsoft Surface Pro.

Segundo Robert Frost, instrutor da NASA, cerca de 80% da tripulação prefere sistemas operacionais conhecidos, como o Windows, em vez de interfaces baseadas em Linux ou UNIX.

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Na prática, foi como se o Outlook tentasse abrir duas vezes ao mesmo tempo, o que gerou um conflito que impediu o funcionamento de ambos. A tripulação autorizou o acesso remoto dos técnicos da Terra, que visualizaram o sistema através da rede da espaçonave para diagnosticar o erro.

O diretor de voo da Artemis 2, Judd Frieling, explicou que esse tipo de erro não é incomum na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). E geralmente ocorre quando o software tenta se configurar sem conexão direta com a rede

Equipe técnica da Artemis 2 precisou recarregar os arquivos de configuração do Outlook – Imagem: dennizn/Shutterstock

Para resolver a questão, a equipe técnica precisou recarregar os arquivos de configuração do Outlook. O processo é comparável a “limpar a memória” do aplicativo para que ele ignore erros anteriores e inicie do zero, garantindo a integridade dos dados.

Além do ajuste nos arquivos, as diretrizes da NASA e da Microsoft sugerem o uso do “modo de segurança” para isolar problemas. Esse recurso inicia o programa sem os “add-ins” (pequenos programas extras que adicionam funções ao Outlook). Isso permite identificar se um desses componentes acessórios causou o travamento. 

Durante a análise, a agência espacial também investigou possíveis conflitos relacionados a um sistema identificado como “software Optimus” no computador portátil.

Apesar do contratempo com o software (e de ter enfrentado outros desafios técnicos logo após o lançamento no Centro Espacial Kennedy), a missão de dez dias segue o cronograma estipulado pela NASA (saiba o que está na agenda dos astronautas para este sábado, 04, o quarto dia de voo). 

Além dos dispositivos Surface Pro, a tripulação utiliza câmeras Nikon D5, encoders de vídeo ZCube e câmeras GoPro para documentar a jornada histórica.

Quer saber mais sobre a jornada da NASA rumo à Lua? Confira nossa cobertura especial sobre a Artemis 2.

(Essa matéria usou informações de The Verge.)

Pedro Spadoni

Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). Já escreveu para sites, revistas e até um jornal. No Olhar Digital, escreve sobre (quase) tudo.

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Fonte: Olhar Digital